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sexta-feira, 31 de maio de 2013

JMJ Rio2013: Santiago de Compostela 1989

Santiago de Compostela 1989:
o verdadeiro sentido da peregrinação






       “Cada nova geração precisa de novos apóstolos. Isso implica uma nova missão para vocês. Vocês, jovens, são os primeiros apóstolos e evangelizadores do mundo da juventude, marcado hoje por tantos desafios e ameaças. Muitos dos que têm sua idade não conhecem Cristo ou não O conhecem bem. Então vocês não podem permanecer em silêncio e indiferentes! Eu vos convido, assim, a renovar seu compromisso apostólico. Cristo precisa de vocês! Respondam a seu chamado com coragem e com o entusiasmo que pertence à sua geração.”
       Essa foi a mensagem do beato João Paulo II proferida em novembro de 1988, convocando os jovens do terceiro milênio cristão à participação na Jornada Mundial da Juventude que seria realizada de 15 a 20 de agosto de 1989 em Santiago de Compostela, na Espanha. Com o lema “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), 400 mil jovens se reuniram na cidade conhecida e marcada pela peregrinação.


       O hino “Jovens do novo mundo” (“Somos los Jóvenes del 2000” na versão original, em espanhol) destacava a busca pela liberdade e pela verdade, dentro do contexto de polarização mundial do ano que viria a mudar a história da Europa com a queda do muro de Berlim em novembro de 1989. “Somos os jovens do mundo novo, peregrinos sempre em busca da verdadeira liberdade. Seguimos o caminho da santidade que nos leva a Jesus Cristo, caminho, vida e verdade”, cantavam.
       “Peregrinos, o que vocês procuram?”, questionou João Paulo II aos jovens reunidos para a vigília com o Sumo Pontífice no Monte del Gozo, conhecido por ser o local onde peregrinos do Caminho de Santiago veem pela primeira vez os três possíveis caminhos que os levam até a Catedral de Santiago de Compostela. “Vocês vieram aqui para descobrir em Santiago as raízes de nossa fé, para se comprometer generosamente com a ‘nova evangelização’, neste início de construção do terceiro milênio.”
       “Ao longo dos séculos, inúmeros peregrinos nos antecederam no caminho a Santiago. Para nós, assim como para aqueles peregrinos, este caminho expressa um profundo espírito de conversão. Um desejo de voltar a Deus. Uma maneira de purificação e penitência, de renovação e reconciliação. (...) Caros jovens, assim como Maria, vamos estabelecer nosso caminho, vamos nos comprometer no seguimento a Cristo, o caminho a verdade e a vida. Assim seremos zelosos mensageiros da nova evangelização e generosos construtores da civilização do amor.”


JMJ Rio2013: área jesuítica

Papa Francisco vai celebrar em antiga área jesuítica




       O jesuíta papa Francisco conduzirá a vigília com os jovens e celebrará a missa de envio em Guaratiba durante a Jornada Mundial da Juventude. A região já foi parte da fazenda de Santa Cruz, que foi administrada pelos padres jesuítas no século XVI, durante o período colonial. O dado histórico é parte da pesquisa de Diogo da Silva Cardoso, geógrafo e doutorando da UFRJ.
       O pesquisador realiza um trabalho de arqueologia na região e descobriu que Guaratiba teve forte influência jesuítica até Marquês de Pombal expulsar os padres do território. Segundo Cardoso, há ainda traços da presença jesuítica na região. A Fonte dos Jesuítas e a Igreja Matriz Salvador do Mundo são alguns exemplos.
       “A Fonte dos Jesuítas foi um dos primeiros monumentos tombados como patrimônio histórico. A matriz Salvador do Mundo é a mais antiga da região de Guaratiba e uma das mais antigas da Região Oeste”, destacou.
       Os estudos sobre a presença de jesuítas na região poderão também impulsionar uma vertente diferenciada de turismo cultural na região. “É grande a quantidade de museus que está buscando valorizar a presença jesuítica e a complexidade dessas caraterísticas”, disse.


Sesmarias
       Cardoso está estudando o movimento cultural da zona oeste. “Eram sesmarias que os jesuítas foram adquirindo”. A Fazenda de Santa Cruz foi originada da sesmaria de Guaratiba, doada em 1567 ao primeiro ouvidor do Rio de Janeiro, Cristóvão Monteiro, que lutara ao lado de Mem de Sá para expulsão dos franceses. Com sua morte, parte das terras pertencentes a viúva, dona Marquesa Ferreira, foi doada aos jesuítas em 1589. Posteriormente, os próprios jesuítas incorporaram o restante da propriedade através de de uma permuta por terras em Bertioga, na capitania de São Vicente.
       “É interessante porque o Rio de Janeiro (RJ) ficou muito urbano. Então justamente Guaratiba é um dos únicos espaços com terras disponíveis para receber mais de 2 milhões de pessoas”, analisou.
       O pesquisador disse ainda que boa parte das terras ainda não sofreu regularização fundiária, como em Santa Cruz, Guaratiba e algumas partes do Vale do Paraíba, que ainda estão sob a tutela do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
       A importância jesuítica em Guaratiba é historicamente determinante, de acordo com o especialista. “A importância jesuítica em Guaratiba reside no fato de que foi aqui que se fincou a primeira pedra angular que dividia a Fazenda em relação às outras terras/sesmarias”, disse.


Reflexão do Cardeal Scherer

"Eucaristia: Nós cremos!"
Reflexão do Cardeal Odilo Scherer




Celebramos a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo no Ano da Fé. E isso nos leva a refletir sobre nossa fé no “Augusto Mistério” da Eucaristia e a renovar nossa fé nesse dom precioso deixado por Jesus à sua Igreja.

A Eucaristia é o Sacramento do sacrifício de Jesus Cristo, que se entregou à morte de cruz, como “preço pelo nosso pecado”. Ele é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Toda vez que oferecemos a Deus o Sacrifício da Missa, fazermos isso “em memória” de Jesus Cristo, “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, daquela única e suprema doação de sua vida a Deus e em favor de toda a humanidade. Na participação, com fé, da celebração da Eucaristia, recebemos também nós os frutos do perdão e da reconciliação com Deus e da vida nova em Cristo.

É o Sacramento da comunhão com Deus e entre nós por meio de Jesus Cristo. Quando participamos da Eucaristia e recebemos a comunhão, Jesus Cristo nos une mais a si e a Deus Pai e nos concede o dom de sua vida e de sua amizade. Ao mesmo tempo, a Eucaristia nos une como irmãos e estreita os laços vitais entre todos os que recebem esse mesmo sacramento e vivem a mesma fé, na Igreja.

É o “pão da vida”, Sacramento do alimento, que nos nutre desde agora para a vida eterna; esse alimento é o próprio Jesus, mais necessário para nós que o próprio pão de cada dia: “quem comer deste pão, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”.

A Eucaristia é, por excelência, o Sacramento de Jesus Cristo, que continua presente com Igreja e a humanidade “até os fins dos tempos”. Ele não nos deixou sozinhos, mas continua no meio de nós! “Deus habita esta Cidade!” A Eucaristia é o Sacramento dessa Sua presença e do significado salvador dessa presença entre nós.

A Eucaristia é também o Sacramento da Igreja, entendida como a união dos discípulos com Jesus, que está com eles e à frente deles, como Mestre, Pastor e Sacerdote. A celebração da Eucaristia torna “visível” o mistério a Igreja e de sua missão no mundo.

Eis, o “mistério da fé”! Na Eucaristia anunciamos a morte de Jesus, proclamamos sua gloriosa ressurreição e crescemos na esperança de participar da plenitude da salvação. Na celebração da Eucaristia, somos a humanidade que crê e espera ansiosa o Dia da Salvação, enquanto suplica: “Maranatá! Vem, Senhor Jesus, vem!” (cf Ap  22,20).

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)


Entrevista com Padre Pascual

Reitor-mor dos Salesianos fala sobre vinda ao Brasil para JMJ


Padre Pascual Chávez Villanueva
Reitor-mos dos Salesianos

       Há poucos dias da realização do Encontro Mundial do Movimento Juvenil Salesiano (MJS) 2013, o reitor-mor da Congregação, padre Pascual Chávez Villanueva, fala sobre sua vinda ao Brasil para o evento e para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e envia mensagem aos jovens salesianos. Tradicionalmente, o encontro do MJS é realizado no país onde acontece a JMJ. Este ano, será nos dias 18 a 21 de julho em Niterói (RJ).  
       Dom Bosco esteve no meio dos jovens durante toda sua vida e, hoje, seu nono sucessor, padre Pascual Villanueva é quem assume a missão de permanecer entre eles. Como o salesiano que ocupa o cargo de Reitor-Mor, cargo máximo dessa congregação religiosa, ele representa o próprio Dom Bosco em nosso meio.       Nascido em 1947 no Estado de San Luis Potosi, no México, Pascual Chávez foi aluno do Colégio México, onde conheceu os Salesianos e decidiu juntar-se a Pia Sociedade de São Francisco de Sales.
       Em dezembro de 1973, padre Pascual Chávez recebeu a ordenação sacerdotal e desde então passou a dedicar sua vida aos jovens. Entre 1989 e 1994 foi inspetor salesiano do México-Guadalajara e em 1996 foi convidado pelo então Reitor-Mor, padre Juan Edmundo Vecchi, a assumir a tarefa de Conselheiro para a Região Salesiana. ‘Interamérica’. Foi durante o XXV Capítulo Geral dos Salesianos, em abril de 2002 que padre Pascual Chavez foi eleito Reitor-mor pela primeira vez, tornado-se assim a representação viva do próprio Dom Bosco presente em nosso meio.
       Nos primeiros seis anos de seu governo, Pe. Pascual Chávez se dedicou a levar o carisma salesiano a níveis espirituais mais profundos e a trazer os salesianos para o meio dos jovens na atualidade. Ele foi reeleito em março de 2008 e continua apresentando temas importantes e atuais seja por meio de suas Estreias (cartas anuais dirigidas a todos os membros da Família Salesiana), seja pela presença em encontros mundiais, como o Encontro Mundial do MJS.
       No próximo mês de julho ele estará no Brasil para participar do MJS 2013 e fala sobre suas expectativas:

Como é participar de um encontro em um país latino-americano, sua região de origem?
Padre Pascual - Eu tive a oportunidade de participar de diversas Jornadas Mundiais da Juventude, em diferentes países, e em todos eles houve um dia de encontro do MJS. E sempre depende do número de participantes e da preparação do encontro. Sem dúvida, o melhor encontro que fui, precisamente por causa da excelente preparação, foi há dois anos em Madrid. Para muitos jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude, o momento mais belo e significativo foi o que vivemos em Atocha, também porque lá eles foram protagonistas do evento e o clima foi tipicamente salesiano.
       Tenho certeza que à luz dessa experiência do encontro do MJS, no Rio de Janeiro também será de grande intensidade espiritual, com o rosto da espiritualidade juvenil salesiana. 

Como o senhor tem sentido a preparação dos países para o encontro?
Padre Pascual - A preparação que está acontecendo em todas as inspetorias está sendo muito boa. Na Europa, por exemplo, a maioria não vai participar, principalmente devido aos custos da viagem, mas os jovens estão se preparando para a celebração do Dia Mundial da Juventude e do período de Encontro do MJS para viver isso em “casa” mesmo. Eles poderão se conectar conosco via Skype ou televisão ao vivo, quando o fuso horário permitir.
       Estou convencido de que o maior número de participantes será, desta vez, dos países latino-americanos, por serem mais próximos do Brasil. O motivo é sempre o mesmo: os altos custos de viagem, principalmente nesse momento de crise econômica que estamos vivenciando.
       O mais importante é que as inspetorias estão preparando encontro do MJS nos próprios países.

O que o senhor espera do Encontro Mundial do MJS/AJS?
Padre Pascual - Minhas expectativas são as de reforçar o sentimento de MJS, vivendo sempre em maior harmonia com as grandes inspirações, opções e linhas de vida e de ação que o Papa Francisco nos propõe.
       Estou certo de que isso será um estímulo para a celebração que vamos fazer em 2015, no bicentenário do nascimento de Dom Bosco. Em agosto de 2015 será realizado, em Becchi Valdocco, o Encontro Mundial da MJS. E o encontro no Brasil, esse ano, já é uma grande preparação.

Se o senhor pudesse falar com um jovem que vai participar do encontro, qual recado deixaria pra ele?
Padre Pascual - Minha mensagem é para que os participantes venham para o Rio de Janeiro, impulsionados pelo desejo de testemunhar a fé no Senhor Jesus, o único que pode dar sentido à existência humana e garantir a fonte de felicidade. Que estejam dispostos a partilhar a alegria e a beleza da fé em Cristo, como discípulos apaixonados por Jesus para serem apóstolos, especialmente para outros jovens.
       O Rio de Janeiro será preenchido com jovens cristãos que desejam mostrar ao mundo a alegria da própria juventude, proclamar sua fé no Senhor Jesus e renovar seu compromisso de se converterem protagonistas neste mundo tão necessitado de mudanças profundas; para dar dignidade, liberdade e qualidade de vida para todas as pessoas, especialmente os pobres e necessitados.


Papa Francisco: oração do Santo Terço

"Maria soube escutar e fazer a vontade de Deus", afirma Papa




       Nesta sexta-feira, dia 31, na conclusão do mês de maio, dedicado à Virgem Maria, e dia em que a Igreja celebra a Festa da Visitação de Nossa Senhora, o Papa Francisco rezou o Terço com os fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano.
       Em cada dezena, uma pequena meditação sobre os mistérios dolorosos e cantos marianos motivava os fiéis. Durante a oração, a imagem de Nossa Senhora foi levada em procissão com um andor até o Santo Padre.
       No final da oração, o Santo Padre dirigiu algumas palavras aos presentes meditando sobre a Visitação de Maria à sua prima Isabel. Papa Francisco sintetizou sua reflexão sobre esse episódio narrado em Lc1, 39-56) em três palavras: escuta, decisão e ação. “Palavras que indicam também um caminho para nós diante do que o Senhor espera de nós”, destacou.
       Sobre a escuta, o Papa explicou que Maria sabe ouvir a Deus com atenção. “Uma atenção que não é superficial, mas é ouvir com acolhida, com disponibilidade para com Deus, não é o modo distraído como muitas vezes nos colocamos diante de Deus e dos outros”, disse.
       A segunda palavra destacada por Francisco é “decisão”. O Santo Padre explica que Maria não “vive com pressa, mas quando necessário ela vai rapidamente. Ela não evita o esforço de decidir, seja na escolha fundamental que mudará sua vida – Faça-se em mim segundo Tua palavra – ou nas cotidianas – como nas núpcias de Caná.
       Muitas vezes, disse o Papa, achamos difícil tomar decisões, preferimos adiá-las, deixar que outros decidam por nós. “Maria vai contra a corrente, se coloca em escuta de Deus, reflete e procura compreender a realidade e decide confiar totalmente em Deus”.
       A terceira palavra é a “ação”. “Maria põe-se em viagem e foi depressa”, narra o Evangelho. Papa Francisco destacou que, apesar das críticas que Maria poderia ter recebido, ela não se detém, mas parte depressa. “Maria não se deixa questionar pelo momento, mas pergunta o que Deus quer? Ela não demora mas vai adiante”.
       “A ação de Maria é uma consequência de sua obediência às palavras do anjo”, reforçou o Pontífice. Em seguida, o Papa Francisco levantou-se para fazer uma pequena oração à Nossa Senhora, pedindo à ela, que abra nossos ouvidos para ouvir as Palavras do Seu Filho Jesus, que ilumine nossa mente para saber obedecê-Lo sem hesitar e nos guie para que possamos nos mover depressa em direção aos outros, “para que possamos levar ao mundo a Luz do Evangelho”.
       Logo após, concedeu a todos sua benção Apostólica e agradeceu os presentes pela oração do Santo Terço e pela comunhão.



Ano da Fé: comunhão com o Santo Padre

Católicos de todo o mundo em oração com o Papa Francisco




       Neste domingo, dia 2 de junho, o mundo inteiro se unirá juntamente com o Papa Francisco para a adoração ao Santíssimo Sacramento, às 17h , horário local (12h horário de Brasília) na Basílica de São Pedro.
       A data foi escolhida pelo Papa emérito de Roma, Bento XVI, mas a iniciativa de convocar todos os fiéis para este momento de oração simultânea pelo mundo partiu do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização no âmbito das atividades programadas para o Ano da Fé.
       Papa Francisco por meio da Santa Sé enviou um convite especial para todas as dioceses e pastorais a realizarem em suas catedrais e Igrejas um momento de encontro pessoal com Jesus Sacramentado.
       A Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), também irá participar desta corrente de oração simultânea com o Santo Padre. A adoração ao Santíssimo Sacramento acontecerá durante o Acampamento Sagrado Coração de Jesus que será realizado neste final de semana.
       Este momento de oração será realizado, às 12h (horário de Brasília), no Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes. De acordo com informações a adoração a Jesus Eucarístico acontecerá no intervalo das pregações, portanto não será transmitida pela TV Canção Nova.
       Caso você não possa estar presente na Canção Nova, procure reservar esta uma hora para estar em sintonia com católicos de todo o mundo rezando pelo ‘Ano da Fé’. Reúna a sua família e reze o santo terço, pois é muito importante que todos elevem aos céus suas preces pela Igreja.


Papa Francisco: audiência com Vuk Jeremić

Papa Francisco recebe presidente da Assembleia Geral da ONU




       O Santo Padre recebeu em audiência na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, o presidente da 67ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Vuk Jeremić.
       Segundo nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, na conversa falou-se, em particular, sobre a “resolução dos conflitos internacionais através de meios pacíficos, com específica referência ao Oriente Médio, e às graves emergências humanitárias” provocadas por tais conflitos.
       Nesse contexto, prossegue a nota, “foi evidenciada a importância da reconciliação entre as comunidades que compõem as várias sociedades, e do respeito pelos direitos das minorias étnicas e religiosas”. Ademais, acrescenta a nota, se detiveram “sobre o problema do tráfico de pessoas, sobre o drama dos refugiados e dos migrantes”.
       Em relação à presente crise econômica mundial, fez-se um aceno “ao papel que a Assembleia Geral da ONU poderia assumir nos programas para a agenda de desenvolvimento sustentável após 2015, respeitoso do ambiente e, ao mesmo tempo, capaz de reduzir a distância entre ricos e pobres”.
       O encontro desta sexta-feira, prossegue a nota, “confirmou o apreço da Santa Sé pelo papel central” da ONU “na busca do bem comum da humanidade”. De outro lado, lê-se ainda, “foi recordada a contribuição da Igreja Católica, com os meios que lhe são próprios e no respeito por sua identidade, em favor da promoção da dignidade humana integral, da paz e de uma cultura do encontro”.
       Por fim, foi desejado que “tais valores possam sempre inspirar os debates e as deliberações da Assembléia Geral”.


Fonte:

Papa Francisco: "Anunciar com alegria"

"Igreja deve anunciar o Evangelho com alegria", disse o Papa




       Anunciar o Evangelho com a alegria cristã: foi afirmou o Papa Francisco durante sua homilia na manhã desta sexta-feira, dia 31, em Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta. O Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, também concelebrou a Eucaristia.
       O Santo Padre refletiu sobre as leituras do dia. A primeira, do profeta Sofonias, que fala da exclamação “Alegra-te! Grita de alegria, o Senhor está no meio de ti!” (Sf 3,14). A segunda, extraída do Evangelho, que diz de Isabel e do filho que “exulta de alegria” no ventre ao ouvir as palavras de Maria (cf. Lc 1, 39s). Diante das leituras o Papa disse: “Tudo é alegria”. Mas, segundo Francisco, muitas vezes parece que os cristãos gostam mais de se lamentar, deixando de lado a alegria que é oferecida pelo Espírito Santo.
       “É justamente o Espírito que nos guia: Ele é o autor da alegria, o Criador da alegria. E esta alegria no Espírito nos dá a verdadeira liberdade cristã. Sem alegria, nós cristãos não podemos nos tornar realmente livres, nos tornamos escravos das nossas tristezas. O grande Paulo VI dizia que não se pode levar avante o Evangelho com cristãos tristes, abatidos e desencorajados. Não se pode. Esta é uma atitude um pouco fúnebre, não? E desta alegria vem o louvor!”, ressaltou.
       Segundo o Pontífice, os cristãos devem louvar a Deus gratuitamente, assim como é gratuita a graça que Ele dá a todos. Para Francisco, a eternidade será isso: louvar a Deus. “O que não quer dizer aborrecimento; pelo contrário, beleza e alegria”, disse.
       Como modelo deste louvor o Santo Padre apresentou Maria, a Mãe de Jesus, a quem a Igreja chama de “causa da nossa alegria” (Causa Nostrae Letitiae). Isso, disse o Papa, “porque nos traz a maior alegria, que é Jesus”. Por fim o Pontífice rezou: “Peçamos a Nossa Senhora para que, trazendo Jesus, nos dê a graça da alegria, da liberdade da alegria”.



Papa Francisco: Missa de Corpus Christi

"Deus se dá na Eucaristia", diz Papa na Santa Missa de Corpus Christi




       O Papa Francisco presidiu, nesta quinta-feira, 30, a Santa Missa da Solenidade de Corpus Christi, na Basílica de São João de Latrão, sede da Diocese de Roma. Uma multidão de fiéis participou da celebração. Na homilia, o Santo Padre refletiu sobre o Evangelho de hoje (cf. Lc 9, 11b-17)  que narra o milagre da multiplicação dos pães.


       No texto há uma expressão de Jesus que, segundo o Papa, o impressiona sempre: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. E partindo desta frase, o Pontífice destacou três palavras em sua reflexão: seguimento, comunhão e partilha. Diante da necessidade da multidão, os discípulos pediram a Jesus que a dispensasse, “cada um pensava em si mesmo”, explicou o Papa, e questionou: “Quantas vezes nós cristãos agimos assim? Não assumimos a necessidade do outro?”.
       “A solução de Jesus vai em outra direção e surpreende os discípulos: Dai-lhes vós mesmos de comer. Eles se assustam porque só têm cinco pães e dois peixes, e em um momento de profunda comunhão a multidão é alimentada pelo seu Pão da Vida”, enfatiza o Papa.
       Francisco destaca que também nós, ao participar da Missa, somos alimentados pela Palavra do Senhor e pelo Seu Corpo e Sangue, que nos torna “Comunidade”. “A Eucaristia é o sacramento da comunhão, que nos faz sair do individualismo”. Nesse ponto, o Papa Francisco levou os fiéis presentes a se questionarem: “Como eu vivo a Eucaristia? De modo anônimo ou em verdadeira comunhão com o Senhor? Como são nossas Celebrações Eucarísticas?”
       “E de onde nasce a multiplicação dos pães?” continuou a refletir o Santo Padre. “A resposta está no convite de Jesus aos discípulos: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’. O que os discípulos partilharam? O pouco que tinham, mas foram esses pães e peixes que, nas mãos do Senhor, saciaram a multidão”, explicou. Essa atitude nos indica que, na Igreja e na sociedade, a “solidariedade é uma palavra-chave”, reforçou o Papa. “Não devemos ter medo., devemos nos colocar à disposição de Deus com todas as nossas capacidades”.
       Nesta solenidade, também nós experimentamos a solidariedade de Deus, afirmou o Santo Padre. “Deus não deixa de nos surpreender… Ele se faz próximo, Ele se dá na Eucaristia, o verdadeiro alimento que sustenta a nossa vida”.
       “Irmãos e irmãs, seguimento, comunhão e partilha. Rezemos para que a participação na Eucaristia nos provoque sempre a seguir o Senhor todos os dias, a ser instrumentos de comunhão e a partilhar com Ele e o próximo aquilo que somos. Só então nossa existência será verdadeiramente fecunda”, concluiu o Papa.
       Após a homilia, a multidão recolheu-se em alguns minutos de silêncio para refletir sobre as palavras do Santo Padre. No final da Celebração, o Papa fez a procissão a pé com os fiéis, seguindo o Ostensório, que foi conduzido por um veículo, pelas ruas de Roma até a Basílica de Santa Maria Maior, onde deu a benção final.



Papa Francisco: carta do padre argentino

Papa escreve a pároco da Argentina e explica porque mora na Casa Santa Marta




       Em uma recente carta enviada a um sacerdote argentino, Papa Francisco explicou o porquê de morar na Casa Santa Marta, lugar onde decidiu fixar sua residência depois de ficar hospedado nos dias do Conclave, em março, quando foi eleito sucessor de Pedro.
       A carta de Francisco – escrita de próprio punho – divulgada pela agência AICA, foi enviada ao padre Enrique Martínez, pároco da Anunciação do Senhor, no bairro Cochangasta, da Diocese de La Rioja, na Argentina.
       No domingo passado, Padre Martínez recebeu um envelope com a carta do Papa Francisco, que pôde ler aos seus fiéis logo depois da Missa. Após a leitura as pessoas começaram a aplaudir como se o mesmo Santo Padre estivesse presente, recordou. O sacerdote comentou que receber a carta foi “como sentir a proximidade do Papa. Aconteceu a mesma coisa comigo quando vi João Paulo II em Córdoba”.
       O sacerdote tinha escrito ao Vaticano no dia 1º de maio, logo depois das festas patronais da capela São José Operário, do bairro 4 de Junho. “Contava-lhe do calor popular da festa, onde toda a comunidade se integrou, inclusive os doentes. A procissão parava com frequência e me esperava para caminhar meio quarteirão ou um quarteirão para dar a unção dos enfermos a um doente; e não tinham problema de esperar, relatou”.

Leia, abaixo, a íntegra da carta do Papa:

“Querido Quique: Hoje recebi a carta do último dia 1° de maio. Trouxe-me muita alegria, a descrição da Festa Patronal trouxe-me ar fresco. Eu estou bem e não perdi a paz diante de um fato totalmente inesperado, e isto considero um dom de Deus.

Procuro manter o mesmo jeito de ser e de agir que tinha em Buenos Aires porque, se eu mudar na minha idade, com certeza vou fazer um papel ridículo.

Não quis ir morar no Palácio Apostólico, vou lá só para trabalhar e para as audiências. Fiquei morando na Casa Santa Marta, que é uma casa de hóspedes (onde ficamos hospedados durante o Conclave) para bispos, padres e leigos. Estou perto das pessoas e levo uma vida normal: Missa pública de manhã, como no refeitório com todos, etc. Isto me faz bem e evita que fique isolado.

Quique, saudações a seus paroquianos. Peço, por favor, que reze e peça para rezarem por mim. Saudações para o Carlos e o Miguel. Que Jesus o abençoe e a Virgem Santa cuide de você.

Fraternalmente,
Francisco
Vaticano, 15 de maio 2013″.



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Festa de Corpus Christi: há 464 anos em São Salvador (BA)

Há 464 anos, fiéis de São Salvador (BA) celebram a festa de Corpus Christi

Procissão de Corpus Christi em São Salvador (BA), em 2012.

       A solenidade de Corpus Christi ocorre sempre na primeira quinta-feira, após a festa da Santíssima Trindade. Em Salvador, a festa teve início em 1549 e foi a primeira manifestação pública de fé realizada no Brasil. Em entrevista ao Jornal São Salvador, o doutor em Liturgia, padre José Raimundo, disse que a festa entrou no calendário litúrgico da Igreja Católica a partir de uma experiência mística da religiosa Juliana de Cornion, em Liège (Bélgica), no século XIII.


       “Na visão, aparecia o disco lunar, e no seu centro, uma parte completamente negra. Tal fato foi logo interpretado como sendo a falta de uma festa eucarística no interior do Ano Litúrgico. Introduzida pela primeira vez na diocese de Liège em 1246, a comemoração foi estendida pelo Papa Urbano IV a toda a Igreja latina em 1264”, explica o padre.
       O coordenador de eventos na Arquidiocese, padre Valter Ruy Cordeiro, afirma que a festa de Corpus Christi é a celebração do mistério Eucarístico de Jesus. “É uma festa específica porque tem uma tônica diferente, que é a Missa e, após a procissão, a bênção com o Santíssimo Sacramento. Nesta Missa toda a reflexão é voltada para uma tentativa de explicação do sentido de Jesus Eucarístico na vida e caminhada do povo de Deus”, afirma.
       Para o paroquiano Diogo Teles da Igreja Ascensão do Senhor, em Salvador, Corpus Christi é uma das festas mais importantes para a Igreja Católica. Segundo ele, a data é propícia para recordar  que na última ceia Jesus se deu no pão e no vinho. “E hoje, todo católico que comunga desse Cristo vivo, deve participar dessa celebração em memória da Eucaristia, que é a nossa ligação com o Pai”, diz.
       Assim como Diogo, o jovem da Paróquia Santo Amaro de Ipitanga, em Lauro de Freitas (BA), Marcos Felipe Fonseca, afirma que celebrar Corpus Christi é, antes de tudo, celebrar a grandeza de Deus e a beleza da fé. “É reconhecer que Ele cumpriu a Sua promessa de que não nos deixaria só e se faz presente em nosso meio através da Eucaristia. É também reviver o mistério do Deus que um dia disse aos discípulos, e hoje diz a nós: ‘Fazei isto em memória de mim’”, assegura.
       Sobre o pioneirismo de Salvador na celebração de Corpus Christi, o coordenador da Pastoral de Comunicação, padre Manoel Filho, afirma que a cidade é marcada de forma indelével por esta procissão, que é uma manifestação de fé dos primeiros habitantes e que perdura até os dias atuais. “São 464 anos de fé nas ruas da cidade. Tudo o que Salvador é hoje, teve início em torno desta fé. Podemos imaginar o tempo passando, as mudanças surgindo, a cidade crescendo e o mesmo coração soteropolitano batendo de fé e esperança pelas ruas da cidade”.


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289310

JMJ Rio2013: hospedagem em São Paulo (SP)

Em São Paulo (SP), comissão organiza hospedagem de peregrinos da JMJ




       Entre mapas dos limites da Arquidiocese de São Paulo (SP), das Regiões Episcopais, Setores, Paróquias, papéis com nome e nacionalidade dos inscritos e calculadoras, os representantes da Comissão de Hospedagem da Semana Missionária se reuniram na tarde desta terça-feira, dia 28, para dar início a divisão dos peregrinos que ficarão hospedados na arquidiocese paulista. 
       O número de peregrinos ainda não é exato, no entanto a comissão de hospedagem se mostrou otimista, mesmo porque, algumas paróquias e congregações já receberam o contato de grupos de peregrinos estrangeiros, que, ainda, farão a inscrição na Jornada Mundial da Juventude.
       No início da reunião a comissão destacou os pontos do Manual do Voluntário, elaborado e divulgado esta semana. Também foram analisadas as solicitações do Bispo-auxiliar da Arquidiocese e vigário da Região Sé e referencial para a juventude na Arquidiocese de São Paulo, Dom Tarcísio Scaramussa, que pediu que fosse preparado um subsídio com direcionamentos de oração e espiritualidade para as famílias acolhedoras.
       Depois de horas de reunião, cálculos e divisões os primeiros peregrinos foram alocados nas Regiões Episcopais, por hora, a que terá mais peregrinos é a Sé. Os membros decidiram que com o aumento do número de peregrinos inscritos as divisões aconteceram de forma proporcional, ou seja, as regiões com maior número de paróquia receberão mais peregrinos.


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289306

Adoração Eucarística na Arquidiocese de Olinda e Recife (PE)

Arquidiocese se unirá ao Papa em adoração no próximo domingo




       Em celebração pelo Ano da Fé, o Papa Francisco convocou toda a Igreja para adoração ao Santíssimo Sacramento no próximo domingo, dia 02. O Pontífice rezará durante uma hora na Basílica de São Pedro a partir das 17h, horário local (12h no horário de Brasília).
       Em comunicado, a Santa Sé solicita que o mesmo seja feito em todas as catedrais e igrejas do mundo. A adoração a Jesus Sacramentado deve ocorrer em comunhão com o Santo Padre, em Roma.

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.: Vaticano apresenta: Adoração eucarística e dia em defesa da vida

       Bispos de todo o mundo receberam carta da Cúria Romana convidando-os a promoverem o evento em suas Igrejas Locais. A iniciativa é organizada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. A data foi escolhida por conta da celebração da Solenidade de Corpus Christi, em favor de alguns países onde a primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, quando se celebra no calendário litúrgico a Solenidade, não é feriado.
       O Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, enviou carta aos padres da arquidiocese recomendando que o momento de oração seja feito também nas paróquias. “Peço que em todas as igrejas matrizes, no próximo dia 02 de junho, das 12 às 13 horas, seja promovida uma hora de adoração eucarística, com a participação do povo de Deus, que terá, como nós, a maior alegria de estar com o Senhor e pedir-lhe pelo Papa Francisco e toda a Igreja”, solicitou.
       A Solenidade de Corpus Christi será celebrada na próxima quinta-feira, dia 30.


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289307

Acordo entre Vaticano e Israel

Santa Sé e Israel vão assinar, em breve, acordo sobre Lugares Santos


Bandeira do Vaticano (à esq.) e bandeira de Israel (à dir.)

       Após 20 anos de negociações, Santa Sé e Israel estão próximos de assinar um acordo sobre o regime fiscal das propriedades da Igreja e sobre a administração de alguns lugares santos. Segundo fontes israelenses, faltam definir questões relativas a duas propriedades em Cesaréia e Jerusalém e um terreno no Cenáculo, no Monte Sião, que voltará a ser um local de culto católico.
       As conversações realizam-se desde o Acordo de 1993 que estabeleceu relações diplomáticas entre o Vaticano e Israel. A maior parte das questões diz respeito ao status jurídico e fiscal dos bens da Igreja Católica na Terra Santa. De 3 a 5 de junho próximo, as delegações dos dois Estados deverão reunir-se no Vaticano, tendo a frente o Monsenhor Antoine Camilleri e Zeev Elkin.
       Para resolver a questão estritamente fiscal, ficou estabelecido um duplo regime. Os locais dedicados exclusivamente ao culto, como igrejas e cemitérios, terão isenção fiscal total. Já para propriedades eclesiásticas, em cujo interior são desenvolvidas atividades como restaurantes e albergues, haverá uma taxação.       O Cenáculo voltará a ser administrado pelos franciscanos, não obstante permaneça como propriedade do Estado de Israel, conforme estabelecido pelo ‘Protocol Activity’. Falta definir um aspecto relativo à permuta de um terreno a ser transformado em estacionamento pelos franciscanos. Em relação à Cesaréia, o governo israelense concordou em destinar uma área para que os peregrinos possam ser acolhidos e rezar.
       A construção de uma igreja que remonta à época dos primeiros cristãos e de outra no tempo dos Cruzados foi motivada pela certeza de ser um lugar paulino. O que restava destas construções foi demolido em 1948 com a criação do Estado de Israel.


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289311

Papa Francisco: família de Deus

Papa reflete sobre a Igreja como família de Deus e inicia novo ciclo de catequeses




       Na catequese desta quarta-feira, dia 29, o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de ensinamentos. O Pontífice fará, a partir de então, reflexões sobre o mistério da Igreja, explorando algumas expressões contidas nos textos do Concílio Vaticano II, partindo da primeira que trata da Igreja como família de Deus.
       Durante a audiência geral, Francisco voltou a citar o Papa emérito Bento XVI, recordando sua afirmação de que a Igreja é obra de Deus, nascida de Seu plano de amor e que se concretiza progressivamente na história. “A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todo homem à comunhão com Ele, à Sua amizade e a participar como filhos de sua vida divina”, acrescentou o Pontífice.
       O Santo Padre também criticou aqueles que dizem crer no Cristo, mas não crêem na Igreja, assim como, aqueles que afirmam: “eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes”. Segundo o Papa, é a Igreja que leva Cristo aos homens e também os leva a Deus, assim, afirmou Francisco, “a Igreja é a grande família dos filhos de Deus”.
       No entanto, o Papa também reconheceu os aspectos humanos da Instituição, evidentes naqueles que a compõem – pastores e fiéis. “Há defeitos, imperfeições, pecados e o Papa também os tem e são muitos, mas o belo é que, quando nos damos conta de que somos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, que sempre perdoa. Não se esqueça: Deus sempre perdoa e nos recebe em seu amor de perdão e misericórdia”.
       Enfatizando o tema central da audiência, o Papa destacou que a Igreja é uma família na qual se ama e se é amado. “Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se constitui em amá-Lo e amar os outros, todos, sem distinção e medida.”
       Diante disso, Francisco questionou os católicos a cerca do amor que se tem pela Igreja e como os mesmos estão cuidando desta Instituição que, segundo Francisco, é uma obra de inspiração de divina, gerada no coração de Deus.
       “Nos perguntemos hoje: quanto amo a Igreja? Rezo por ela? Eu me sinto parte da família da Igreja? O que faço para que seja uma comunidade onde todos se sintam acolhidos e compreendidos, sintam a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida?”, interrogou.
       O Papa encerrou a catequese pedindo a Deus que, especialmente neste Ano da Fé, as comunidades católicas e toda a Igreja sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivam e levem o calor de Deus ao mundo.

>>> Leia na postagem abaixo, a Catequese do Papa Francisco na íntegra.



Papa Francisco: Catequese - 29/05/2013

Catequese do Papa Francisco:
"A Igreja, família de Deus"


Brasão do Papa Francisco
Catequese
Praça de São Pedro, Vaticano
Quarta-feira, 29 de maio de 2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada eu abordei o vínculo profundo entre o Espírito Santo e a Igreja. Hoje gostaria de começar algumas reflexões sobre o mistério da Igreja, mistério que todos nós vivemos e do qual fazemos parte. Quero utilizar expressões contidas nos textos do Concílio Vaticano II.

Hoje, a primeira: a Igreja como Família de Deus.

Nos últimos meses, mais de uma vez eu fiz referência à Parábola do Filho Pródigo, ou melhor, do Pai Misericordioso (cf. Lc 15:11-32). O filho mais novo deixa a casa do pai, desperdiça tudo e decide voltar porque percebe que cometeu um erro, mas já não é considerado digno de ser filho e pensa em poder ser recebido de volta como servo. Mas o pai corre ao seu encontro e o abraça, lhe restitui de volta sua dignidade de filho e faz festa. Esta parábola, como outras no Evangelho, mostra bem o desígnio de Deus para a humanidade.

Qual é este plano de Deus? É fazer de todos nós uma única família de filhos, em que cada um se sinta próximo e amado por Ele, como na parábola do Evangelho, sinta o calor de ser família de Deus. Neste grande projeto, encontra sua raiz na Igreja, que não é uma organização fundada por pessoas, mas – como nos recordou tantas vezes o Papa Bento XVI – é obra de Deus, nasceu exatamente deste plano de amor que se concretiza progressivamente na história. A Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todo homem à comunhão com Ele, à Sua amizade e a participar como filhos de sua vida divina. A própria palavra “Igreja”, do grego ekklesia, significa “convocação”: Deus nos chama, nos impulsiona a sair do individualismo, da tendência de nos fechar em nós mesmos e nos chama a fazer parte de sua família. E este chamado tem origem na própria criação. Deus nos criou para que vivêssemos em uma relação de profunda amizade com Ele e até mesmo quando o pecado quebrou esta relação com Deus, com os outros e com a criação, Deus não nos abandonou. Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, oferece-lhe seu amor, o acolhe. Ele chamou Abraão para ser o pai de uma multidão, escolheu o povo de Israel para firmar uma aliança que abraçasse todas as nações e enviou, na plenitude dos tempos, seu Filho, para que seu plano de amor e salvação fosse realizado em uma nova e eterna aliança com toda a humanidade. Quando lemos os Evangelhos, vemos que Jesus reúne em torno de si uma pequena comunidade que acolhe a sua palavra, segue-o, compartilha sua jornada, se torna Sua família e com esta comunidade Ele prepara e constrói Sua Igreja.

Onde nasce a Igreja, então? Nasce do supremo ato de amor na Cruz, do lado trespassado de Jesus, de onde jorram sangue e água, símbolo dos sacramentos da Eucaristia e do Batismo. Na família de Deus, na Igreja, a seiva vital é o amor de Deus que se constitui em amá-Lo e amar os outros, todos, sem distinção e medida. A Igreja é uma família em que se ama e é amado.

Quando se manifesta a Igreja? Celebramos esse momento há dois domingos. Se manifesta quando o dom do Espírito Santo enche o coração dos Apóstolos e os impele a sair e começar o caminho para anunciar o Evangelho, espalhar o amor de Deus.
Mesmo hoje em dia, alguém diz: “Cristo sim, a Igreja não”. Como aqueles que dizem “eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes”. Mas é a Igreja que nos leva a Cristo, que nos leva a Deus, a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Claro que há também aspectos humanos, naqueles que a compõem, pastores e fiéis, há defeitos, imperfeições, pecados e o Papa também os tem e são muitos, mas o belo é que, quando nos damos conta de que somos pecadores, encontramos a misericórdia de Deus, que sempre perdoa. Não se esqueça: Deus sempre perdoa e nos recebe em seu amor de perdão e misericórdia. Alguns dizem que o pecado é uma ofensa a Deus, mas também uma oportunidade de humilhação para perceber que não há nada mais belo: a misericórdia de Deus. Pensemos nisso.

Nos perguntemos hoje: quanto amo a Igreja? Rezo por ela? Eu me sinto parte da família da Igreja? O que faço para que seja uma comunidade onde todos se sintam acolhidos e compreendidos, sintam a misericórdia e o amor de Deus que renova a vida? A fé é um dom e um ato que nos afeta pessoalmente, mas Deus nos chama a viver a nossa fé juntos, como família, como Igreja.

Peçamos ao Senhor, de maneira especial neste Ano da Fé, que as nossas comunidades, toda a Igreja, sejam cada vez mais verdadeiras famílias que vivem e levam o calor de Deus.


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