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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Papa Francisco: Fidelidade

"Cristo é fiel e pede a fidelidade", destaca Papa em homilia



       Na Santa Missa celebrada na manhã desta sexta-feira, dia 6, na Casa Santa Marta, Papa Francisco destacou a necessidade dos cristãos serem sempre felizes e fieis ao Senhor. Ele destacou que o sacramento do matrimônio é imagem da união de Cristo com a Igreja.
       Francisco recordou que Jesus faz ver a relação entre Ele e a Igreja como casamento. “Penso que este seja justamente o motivo mais profundo pelo qual a Igreja protege tanto o Sacramento do matrimônio e o chama Sacramento grande, porque é propriamente a imagem da união de Cristo com a Igreja”, disse.
       E quanto à atitude do cristão na vivência desse casamento, Francisco destacou que, antes de tudo, dever ser alegre, porque é uma grande festa. “Realmente há aqueles momentos de cruz, momentos de dor, mas há sempre aquela paz profunda da alegria, porque a vida cristã se vive como festa, como o casamento de Jesus com a Igreja”.
       A segunda atitude refere-se à totalidade. Para explicar, o Papa citou a parábola das núpcias do filho do rei, em que todos, bons e maus, foram convidados, mas quando a festa começa, o rei olhava para aqueles que não usavam roupas de casamento.
       “O que significa isto? É muito simples! Deus nos pede somente uma coisa para entrar nesta festa: a totalidade. O Esposo é o mais importante; o Esposo preenche tudo! E isto nos leva à Primeira Leitura, que nos fala tão fortemente da totalidade de Jesus, primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas, por meio Dele foram criadas e em vista Dele. Tudo! Ele é o centro, propriamente tudo!”, explicou.
       E sendo a cabeça do corpo da Igreja, Francisco enfatizou que Jesus é o princípio. Voltando às atitudes do cristão, ele explicou que se a primeira é a festa, a segunda é reconhecer Jesus como o Único. “O Senhor nos pede somente isto: reconhecê-Lo como o Único Noivo. Ele é sempre fiel e pede a nós fidelidade”.
       Francisco recordou, então, que há o perigo de cair em tentação e jogar fora esta novidade do Evangelho. “Jesus é o noivo, o noivo que esposa a Igreja, o noivo que ama a Igreja, que dá a sua vida pela Igreja. (…) E nos pede a totalidade: tudo é Ele. E se temos algo que não é Dele, arrepender-se, pedir perdão e seguir adiante. Que o Senhor nos dê, a todos nós, a graça de ter sempre esta alegria, como se fôssemos a um casamento. E também ter esta fidelidade ao único noivo é o Senhor”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Lealdade, oração e missão

Papa pede aos carmelitas lealdade a Cristo, oração e missão



       O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Prior da ordem dos irmãos da Virgem Maria do Monte Carmelo, padre Fernando Millán Romeral, por ocasião do Capítulo Geral da ordem, neste mês de setembro. Aos carmelitas, o Papa propõe três elementos que podem guiá-los na realização plena de sua vocação: a lealdade a Cristo, a oração e a missão.
       Francisco recorda que a Igreja tem a missão de levar Cristo ao mundo e por isso, como Mãe e Mestra, convida cada um a aproximar-se Dele. E o lugar da Igreja, bem como de cada filho fiel da Ordem carmelita, é justamente próximo de Cristo.
       “Em um mundo que muitas vezes desconhece Cristo e, de fato, rejeita-O, vocês são convidados a aproximar-se e a aderir sempre mais profundamente a Ele. É um chamado contínuo a seguir Cristo e ser conforme Ele. (…) Renovem a lealdade a Cristo em toda a vossa vida!”.
       Sobre a oração, Francisco diz que um dos caminhos mais belos para entrar na oração passa pela Palavra de Deus. “A íntima amizade com Aquele que nos ama torna-nos capazes de ver com os olhos de Deus, de falar com a sua Palavra no coração, de conservar a beleza desta experiência e de partilhá-la com aqueles que têm fome de eternidade”. Francisco recorda que os santos carmelitas foram grandes pregadores e mestres de oração. E, segundo destaca, isso é o que se pede mais uma vez ao Carmelo do século XXI.
       Por fim, Francisco ressalta a importância da missão para a realização plena da vocação dos carmelitas. Ele reconhece que às vezes a missão coloca árduos desafios, mas não se deve nunca esquecer que Cristo, que chama à missão, dá a coragem e a força necessárias para exercê-la.
       “Por isso, celebrem o Capítulo animados pela esperança que não morre nunca, com um forte espírito de generosidade no recuperar a vida contemplativa e a simplicidade e austeridade evangélica”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Mensagem aos carmelitas

Mensagem do Papa aos carmelitas



MENSAGEM
Mensagem do Papa Francisco ao Prior geral da Ordem dos Irmãos da Beata Virgem Maria do Monte Carmelo em ocasião do Capítulo Geral
Quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Boletim da Santa Sé


Ao reverendíssimo padre
Fernando Millán Romeral
Prior Geral da Ordem dos Irmãos da Beata Virgem Maria do Monte Carmelo

Dirijo-me a vocês, queridos Irmãos da Ordem da Beata Virgem Maria do Monte Carmelo, que celebram neste mês de setembro o Capítulo Geral. Em um momento de graça e renovação, que vos chama a discernir a missão da gloriosa Ordem carmelita, desejo oferecer a vocês uma palavra de encorajamento e de esperança. O antigo carisma do Carmelo foi por oito séculos um dom para toda a Igreja e ainda hoje continua a oferecer a sua peculiar contribuição para a edificação do Corpo de Cristo e para mostrar ao mundo a face luminosa e santa. As vossas origens contemplativas decorrem da terra da epifania do amor eterno de Deus em Jesus Cristo, Verbo feito carne. Enquanto refletem sobre a vossa missão de Carmelitas de hoje, sugiro-vos considerar três elementos que podem guiar-vos na realização plena da vossa vocação que é a subida ao monte da perfeição: a lealdade a Cristo, a oração e a missão.


Lealdade

A Igreja tem a missão de levar Cristo ao mundo e por isto, como Mãe e Mestra, convida cada um a aproximar-se Dele.

Na liturgia carmelita para a festa de Maria do Monte Carmelo contemplamos a Virgem que está “junto à Cruz de Cristo”. Aquele é também o lugar da Igreja: próximo a Cristo. E é também o lugar de cada filho fiel da Ordem carmelita. A vossa Regra começa com a exortação aos irmãos de “viver uma vida de lealdade a Jesus Cristo”, para segui-Lo e servi-Lo com coração puro e indivisível. A estreita relação com Cristo se realiza na solidão, na assembleia fraterna e na missão. “A opção fundamental de uma vida concretamente e radicalmente dedicada a seguir Cristo” (Ratio Institutionis Vitae Carmelitanae, 8) faz da vossa existência uma peregrinação de transformação no amor. O Concílio Ecumênico Vaticano II recorda o papel da contemplação no caminho da vida: a Igreja tem “de fato a característica de ser ao mesmo tempo humana e divina, visível, mas dotada de realidade invisível, zelosa na ação e dedicada à contemplação, presente no mundo e todavia peregrina” (Sacrosanctum Concilium, 2). Os antigos eremitas do Monte Carmelo conservaram a memória daquele lugar santo e, mesmo exilados ou distantes, mantiveram o olhar e o coração constantemente fixos na glória de Deus. Refletindo sobre as vossas origens e sobre a vossa história e contemplando o imenso grupo de pessoas que viveram nos séculos o carisma carmelita, descobrirão também a vossa vocação atual de ser profetas de esperança. E é justamente nesta esperança que serão regenerados. Muitas vezes aquilo que parece novo é algo muito antigo iluminado por nova luz.

Na vossa Regra há o coração da missão carmelita de então e também de hoje. Enquanto vocês se preparam para celebrar o oitavo centenário da morte de Alberto, Patriarca de Jerusalém, em 1214, recordem que ele formulou um “percurso de vida”, um espaço que torna capaz de viver uma espiritualidade totalmente orientada a Cristo. Ele delineou elementos externos e interiores, uma ecologia física do espaço e armadura espiritual necessária para responder adequadamente à vocação e cumprir eficazmente a própria missão.

Em um mondo que muitas vezes desconhece Cristo e, de fato, rejeita-O, vocês são convidados a aproximarem-se e a aderirem sempre mais profundamente a Ele. É um chamado contínuo a seguir Cristo e a ser conforme Ele. Isto é de vital importância no nosso mundo tão desorientado, “porque quando a sua chama se apaga também todas as outras luzes acabam perdendo o seu vigor” (Lumen fidei, 4). Cristo está presente na vossa fraternidade, na liturgia comunitária e no ministério confiado a vocês: renovem a lealdade de toda a vossa vida!


Oração

O Santo Padre Bento XVI, antes do vosso Capítulo Geral de 2007, recordou a vocês que “a peregrinação interior de fé rumo a Deus começa na oração”; e em Castel Gandolfo, em agosto de 2010, disse-vos: “Vocês são aqueles que nos ensinam a rezar”. Vocês se definem contemplativos em meio ao povo. De fato, se é verdade que vocês são chamados a viver nas alturas do Carmelo, é também verdade que vocês são chamados a dar testemunho em meio ao povo. A oração é aquela “estrada real” que abre à profundidade do mistério de Deus Uno e Trino, mas é também o sentido obrigatório que perpassa em meio ao povo de Deus peregrino no mundo rumo à Terra Prometida.

Um dos caminhos mais belos para entrar na oração passa através da Palavra de Deus. A lectio divina introduz à conversação direta com o Senhor e abre os tesouros da sabedoria. A íntima amizade com Aquele que nos ama nos torna capazes de ver com os olhos de Deus, de falar com a sua Palavra no coração, de conservar a beleza desta experiência e de partilhá-la com aqueles que têm fome de eternidade.

O retorno à simplicidade de uma vida centrada no Evangelho é o desafio para a renovação da Igreja, comunidade de fé que encontra sempre caminhos novos para evangelizar o mundo em contínua transformação. Os santos carmelitas foram grandes percussores e mestres de oração. Isto é o que uma vez mais se pede ao Carmelo do século XXI. Ao longo de toda a vossa história, os grandes Carmelitas foram um forte lembrete às raízes da contemplação, raízes sempre fecundas de oração. Aqui está o coração do vosso testemunho: a dimensão de “contemplatividade” da Ordem, de viver, de cultivar e de transmitir. Gostaria que cada um se perguntasse: como é a minha vida de contemplação? Quanto tempo dedico durante o meu dia à oração e à contemplação? Um carmelita sem esta vida de contemplação é um corpo morto! Hoje, talvez mais que no passado, é fácil deixar-se distrair pelas preocupações e pelos problemas deste mundo e fazer-se aproximar de falsos ídolos. O nosso mundo está dividido de muitas formas; o contemplativo, em vez disso, leva à unidade e constitui um forte apelo à unidade. Agora, mais do que nunca, é o momento de redescobrir o sentido interior do amor através da oração e oferecer ao povo de hoje no testemunho da contemplação, bem como na pregação e na missão, não atalhos desnecessários, mas aquela sabedoria que emerge do meditar “dia e noite na Lei do Senhor”, Palavra que sempre conduz junto à Cruz gloriosa de Cristo.  E, unida à contemplação, a austeridade de vida, que não é um aspecto secundário da vossa vida e do vosso testemunho. É uma tentação muito forte mesmo para vocês aquela de cair na mundanidade espiritual. O espírito do mundo é inimigo da vida de oração: não se esqueçam nunca disso! Exorto-vos a uma vida mais austera e penitente, segundo a vossa mais autêntica tradição, uma vida distante de toda mundanidade, distante dos critérios do mundo.


Missão

Queridos Irmãos Carmelitas, a vossa missão é a mesma de Jesus. Todo planejamento, toda comparação seria inútil se o Capítulo não realizasse antes de tudo um caminho de verdadeira renovação. A Família Carmelita conheceu uma maravilhosa “primavera”, em todo o mundo, aquele fruto, doado por Deus, do empenho missionário do passado. Toda missão coloca muitas vezes árduos desafios, porque a mensagem evangélica não é sempre acolhida e às vezes é rejeitada com violência. Não devemos nunca esquecer que, mesmo se somos jogados em águas turvas e desconhecidas, Aquele que nos chama à missão nos dá também a coragem e a força de fazê-la. Por isso, celebrem o Capítulo animados pela esperança que não morre nunca, com um forte espírito de generosidade no recuperar a vida contemplativa e a simplicidade e austeridade evangélica.

Dirigindo-me aos peregrinos na Praça São Pedro tive oportunidade de dizer: “Cada cristão e cada comunidade é missionária à medida que leva e vive o Evangelho e testemunha o amor de Deus para todos, especialmente para quem se encontra em dificuldade. Sejam missionários do amor e da ternura de Deus! Sejam missionários da misericórdia de Deus, que sempre nos perdoa, sempre nos espera, nos ama tanto!” (Homilia, 5 de maio de 2013). O testemunho do Carmelo no passado pertence à profunda tradição espiritual crescida em uma das grandes escolas de oração. Essa suscitou também a coragem de homens e mulheres que enfrentaram o perigo e até mesmo a morte. Recordemos somente os dois grandes mártires contemporâneos: Santa Teresa Benedita da Cruz e o Beato Titus Brandsma. Pergunto-me então: hoje entre vós, vive-se com a têmpera, com a coragem destes santos?

Queridos irmãos do Carmelo, o testemunho do vosso amor e da vossa esperança, enraizados na profunda amizade com o Deus vivo, pode vir a ser uma “leve brisa” que renova e revigora a vossa missão eclesial no mundo de hoje. A isso vocês foram chamados. O Rito da Profissão coloca em seus lábios estas palavras: “Com esta profissão confio-me à família carmelita para viver a serviço de Deus e na Igreja e aspirar à caridade perfeita com a graça do Espírito Santo e a ajuda da Beata Virgem Maria” (Rito da Profissão Ord. Carm.).

A Beata Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, acompanhe os vossos passos e torne fecundo de frutos o cotidiano caminho rumo ao Monte de Deus. Invoco sobre toda a Família Carmelita, e particularmente sobre os Padres Capitulares, abundantes dons do Divino Espírito e a todos concedo de coração a Benção Apostólica.


Do Vaticano, 22 de agosto de 2013
Francisco


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Vigília de Oração pela Síria: Programação do Vaticano

Vigília com o Papa terá adoração eucarística e oração do Terço



       O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, explicou na manhã desta quinta-feira, dia 5, a procedência da Vigília pela paz que será realizada no Vaticano neste sábado, dia 7, em favor da Síria.
       Segundo padre Lombardi, Papa Francisco quis que houvesse uma possibilidade específica para o Sacramento da Penitência, dando um sentido penitencial à noite de orações com o Pontífice. Em função disto, explicou padre Lombardi, 50 confessores estarão posicionados no Braço de Constantino, sob as colunatas, a partir das 17h45min até o final da Vigília.
       Às 18h30min, antes do início da Vigília, será lido o texto do Angelus do último domingo, dia 1º, quando o Papa lançou esta iniciativa. O início da Vigília, propriamente dita, será às 19 horas, com a saudação litúrgica do Papa do altar, sobre o Sagrado.
       O canto do “Veni Creator” e a primeira parte da Vigília terá um caráter mariano, quando será entronizado o ícone da Salus Populi Romani, levado em procissão desde o Obelisco até o Sagrado, acompanhado por Guardas Suíços e por jovens que farão uma homenagem com flores à Virgem Maria. Será então recitado o Terço, com os vários Mistérios comentados com uma leitura bíblica e com um texto de Santa Terezinha do Menino Jesus. Ao final de cada Mistério, será rezada a invocação “Rainha da Paz, rogai por nós”. Após esta primeira parte mariana, o Papa Francisco fará uma meditação, o que deverá ocorrer entre 20h e 20h30min.
       Após a meditação do Santo Padre, terá início a segunda parte da Vigília que terá um caráter mais Eucarístico, com a exposição do Santíssimo Sacramento e a adoração eucarística dividida em cinco partes. Serão feitas leituras bíblicas sobre o tema da paz, a oração de um Pontífice sobre o tema da paz, começando por Pio XII. Após, haverá invocações em forma responsorial para pedir a paz, mas também cantos, a oferta de incenso e silêncio para Adoração pessoal. Ao final de cada uma das partes em que está dividida a Adoração, haverá um som de órgão, enquanto um casal fará a ofertas de incenso, à direita do altar. Serão cinco casais, provenientes da Síria, Egito, Terra Santa, Estados Unidos, Rússia.
       Após a Adoração conduzida, será a vez do Ofício das Leituras, que é uma das orações oficiais da Igreja, também conhecida como Breviário. O ofício das leituras compreende não somente os salmos, mas também leituras e para uma celebração de Vigília, este pode ser enriquecido com outras leituras.
       Ao final do Ofício das Leituras, previsto para às 22h15min, terá início um longo período de silêncio e adoração prolongada, até 22h40min. A execução de trechos musicais poderá acompanhar o tempo de silêncio. Ao final será concedida a bênção Eucarística pelo Santo Padre. O Papa Francisco estará presente durante toda a Vigília.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

O bem que todos aspiram

"A paz é um bem que todos aspiram", declara comunicado do Vaticano



       Como divulgado, durante a oração do Angelus do último domingo, dia 1º, Sua Santidade o Papa Francisco, anunciou para o próximo sábado, dia 7, um dia de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro, anunciando ao mesmo tempo que ele irá presidir, no mesmo dia, uma Vigília de oração na Praça de São Pedro, às 19h (horário local). 
       O Papa Francisco também convidou os membros de outras Igrejas e Comunidades eclesiais, pessoas pertencentes a outras religiões e todos os homens e mulheres de boa vontade a aderirem à iniciativa, na forma que julgarem mais oportuno.  
       A paz é um bem que todos aspiram, e todas as pessoas religiosas de boa vontade podem ser solidárias na esperança de que este bem essencial triunfe sobre todas as formas de ódio e violência.
       O Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, o Pontifício Conselho  para o Diálogo Inter-religioso e a Comissão para as relações religiosas com o judaísmo, são gratos a todos aqueles que acolherão o convite de Sua Santidade, vivendo momentos de oração, jejum e reflexão.


Fonte: Canção Nova Notícias
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Silêncio e solidão

"Sem silêncio e solidão não há encontro com Deus", afirma padre



       “O encontro com Deus não é possível se não silenciarmos, pois se Deus nos fala, precisamos estar prontos para ouvir”. É o que defende o padre Paulo Ricardo Azevedo Júnior, sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá (MT), neste mês em que o Santo Padre lembra aos católicos sobre o valor do silêncio.
       Esta é uma das intenções de oração do Papa Francisco neste mês de setembro. A Igreja, junto com o Pontífice, pede a Deus para que os homens e mulheres deste tempo, “tantas vezes mergulhados num ritmo frenético de vida, redescubram o valor do silêncio e saibam escutar Deus e os irmãos”.
       Em meio à correria da vida moderna, é comum perceber o pouco número daqueles que conseguem buscar esse encontro consigo e com Deus. Nesse sentido, Padre Paulo ressalta a realidade dos que, mesmo sem perceber, têm medo do silêncio ou da solidão, e por isso têm também a necessidade de estar sempre conectados a algo ou a alguém.
       "As pessoas que não suportam o silêncio é porque, na verdade, não se suportam. Elas se sentem agredidas pelo silêncio, porque ele nos obriga a nos encontrarmos conosco mesmo", explicou o padre.


Silêncio: porta de encontro consigo e com Deus
       Para o sacerdote, o encontro do indivíduo com ele mesmo é a porta que dá acesso a "Jesus, Vivo e Verdadeiro". "É a porta em que eu me abro para o Alto, me abrindo para dentro, para o encontro comigo mesmo", disse.
       Portanto, segundo ele, o silêncio é fundamental na vida espiritual, no encontro com Deus que é Palavra. Sem silêncio não há encontro consigo mesmo, nem com Deus. Com isso, a vida espiritual não se desenvolve.
       É possível promover esse tipo de encontro a todo o momento, diz o padre. "Se eu me encontro comigo, eu estou me recolhendo, por mais que haja barulho ao meu redor". No entanto - destacou - "é preciso também me dar um espaço de silêncio e solidão que, poderia dizer, é quase um hábito higiênico. As pessoas precisam também ter o hábito de ter um momento de recolhimento, seu, com Deus".


O silêncio e a solidão
       Esse silêncio, porta para o encontro, está ligado à solidão, segundo o padre. Não se trata de um isolamento depressivo, mas um tipo de solidão que proporciona o contato com Deus, consigo mesmo e com o outro.
       Na opinião de padre Paulo, as pessoas vivem agitadas, envolvidas por barulhos e experimentando corriqueiros encontros superficiais. "Não há encontros de coração a coração", afirmou. Os profundos encontros, segundo o sacerdote, acontecem quando duas solidões se encontram.
       “Para a gente se encontrar com uma pessoa, a minha solidão tem que se encontrar com a sua solidão, ou seja, eu preciso enquanto pessoa me encontrar com alguém que sei, é uma outra pessoa que não vai saciar plenamente a minha sede de felicidade. São duas solidões que se encontram. Só assim é possível o encontro", esclareceu.
       Entretanto, o único encontro capaz de produzir felicidade plena é o encontro com Deus. "O encontro com Deus é diferente no sentido que é Ele que consegue saciar essa solidão, mas ele fará isso plenamente no céu. Na vida de oração, a solidão e o silêncio estão juntos, porque estes são a condição para o encontro comigo mesmo e com Deus", completou.


A Igreja e o valor do silêncio
       Nas diversas tradições religiosas da Igreja Católica, "a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas". Essa afirmação é do Papa emérito Bento XVI, em sua mensagem para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
       Para o bispo emérito de Roma, é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de "ecossistema" capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons. Ele também afirma na mensagem que o silêncio é o canal de comunicação entre Deus e o homem, e do homem com Deus.
       "Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora", escreveu o Pontífice.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

Vigília de Oração pela Síria: Convocação das famílias

Famílias de todo o mundo são chamadas ao dia de oração pela Síria



       O presidente do Pontifício Conselho para as Famílias, Dom Vincenzo Paglia, divulgou nesta quarta-feira, dia 4, uma carta endereçada às famílias cristãs de todo o mundo. O arcebispo as convida a participarem do dia de oração e jejum pela paz na Síria, convocado pelo Papa Francisco, para este sábado, dia 7.
       Dom Vincenzo Paglia pede na carta que os pais expliquem às crianças e aos jovens o que está acontecendo no mundo, a situação vivida pela Síria. O arcebispo ressalta que juntamente com a explicação, os pais devem "reforçar a esperança de paz oferecida por Jesus ressuscitado que reconciliou o mundo, não com gestos violentos e vingativos, mas com o dom de si mesmo".
       O presidente recomendou que os pais preparem uma "refeição simples e austera", explicando aos filhos o sentido do jejum. Segundo o arcebispo, o convite deve ser estendido aos avós, para que partilhem a experiência de ter visto tantas guerras no mundo. "Devem dizer o que significa viver sob as bombas e a incerteza do amanhã e qual era o significado da oração neste tempo”, destaca.
       A carta convida ainda os jovens a pedirem aos pais explicações sobre o sentido deste dia convocado pelo Papa. "Eles devem perguntar também os motivos pelos quais vale a pena continuar a viver neste mundo muitas vezes marcado pela morte e violência", ressalta Dom Vincenzo.
       "Juntos, à mesa, rezem pelas famílias da Síria, para as crianças que morrem todos os dias de fome, atingidas pelo ódio. Rezem para os governantes chamados a encontrar soluções para a paz sem violência", convoca o presidente.  A carta orienta ainda, que cada família encontre o modo mais adequado para se unir em oração.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

Papa Francisco descarta ação militar

Carta a Vladimir Putin:
Papa descarta ação militar na Síria



       O Papa Francisco enviou nesta quinta-feira, dia 5, uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, em ocasião do encontro dos países do G20. O pontífice agradece o trabalho feito por Putin como presidente do Grupo, e também sua participação ativa desde a criação do G20.
       Francisco ressalta que a economia mundial poderá se desenvolver na medida em que for capaz de consentir uma vida digna a todos os seres humanos. “Desde os mais anciãos às crianças ainda no ventre materno, não somente aos cidadãos dos países membros desse grupo, mas a cada habitante da terra deve ser garantida a dignidade”, pede o Papa.
       Segundo o pontífice, as guerras são barreiras para um empenho coletivo em busca de soluções econômicas igualitárias. Neste sentido, o Papa pediu que os líderes reflitam sobre a situação do Oriente Médio, em particular da Síria. “Dói pensar que diversos interesses têm prevalecido desde quando se iniciou os conflitos sírios, impedindo de encontrar uma solução que evitasse o massacre que estamos assistindo” alertou Francisco.
       Na carta, o Papa ressalta que qualquer “solução militar”será vã, e pediu que a solução seja por meios pacíficos. “É um dever moral de todos os Governos do mundo favorecer as  iniciativas voltadas à promoção de uma assistência a todos que sofrem por causa do conflito”, pede o Papa.
       Francisco assegura ao presidente russo suas orações para o bom êxito do encontro entre os líderes do G20 que tem início nesta quinta-feira, dia 5. O Papa faz votos de que sua carta possa ajudar nas reflexões sobre os problemas abordados durante o encontro.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Carta ao presidente russo

Carta do Papa ao presidente da Rússia, Vladimir Putin



CARTA
Carta do Papa Francisco ao presidente da Rússia,Vladimir Putin,
por ocasião da reunião da cúpula do G20
Quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Boletim da Santa Sé


Neste ano, o Senhor tem a honra e a responsabilidade de presidir o grupo das vinte maiores economias do mundo. Estou ciente de que a Federação Russa participou do Grupo desde a sua criação e sempre desempenhou um papel positivo na promoção do governo das finanças mundiais, profundamente afetadas pela crise iniciada em 2008.

O contexto atual, altamente interdependente, exige um quadro financeiro mundial, com suas próprias regras justas e claras, a fim de alcançar uma forma mais justa e solidária, na qual seja possível  acabar com a fome, oferecer a todos um emprego digno, uma moradia digna e assitência sanitária. Sua presidência do G20 neste ano,  assumiu o compromisso de fortalecer a reforma dos organismos financeiros internacionais e chegar a um consenso sobre as normas financeiras adaquadas às circunstâncias de hoje. No entanto, a economia mundial poderá se desenvolver realmente, na medida em que for capaz de permitir uma vida digna a todos os seres humanos, desde os idosos às crianças ainda no ventre materno, não somente aos cidadãos dos países membros do G20, mas a todos os habitantes da terra, mesmo aqueles que estão nas situações sociais mais difíceis ou nos lugares mais remotos.

Nesta ótica, fica claro que na vida dos povos os conflitos armados constituem sempre a deliberada negação de qualquer possibilidade de compreensão internacional, criando divisões profundas e feridas dolorosas que levam muitos anos para cicatrizarem. As guerras são a negação prática de qualquer esforço para alcançar as grandes metas econômicas e sociais que a comunidade internacional tem como dever, por exemplo, o Millennium Development Goals . Infelizmente, os muitos conflitos armados que ainda assolam o mundo,  nos apresentam  todos os dias, uma imagem dramática da miséria, da fome, das doença e morte. Na verdade, sem paz não há qualquer tipo de desenvolvimento econômico. A violência nunca traz a paz, condição necessária para tal desenvolvimento.

A reunião dos Chefes de Estado e de Governo das vinte maiores economias, que representam dois terços da população e 90% do PIB mundial, não tem a segurança internacional como seu principal objetivo. No entanto, não podemos deixar de refletir sobre a situação no Oriente Médio e, particularmente, na Síria. Infelizmente, dói ver que muitos interesses têm prevalecido desde o início do conflito sírio, impedindo encontrar uma solução que evitasse o massacre desnecessário que estamos assistindo. Os líderes dos países do G20 não permaneçam inertes diante do drama que tem vivido por muito tempo a cara população síria e, ainda ameaçam trazer mais sofrimento a uma região duramente provada e  necessitada de paz. A todos eles, e cada um deles, dirijo um sentido apelo para que ajudem a encontrar caminhos para superar os diferentes contrastes e abandonar toda a vã pretensão de uma solução militar. Mais do que isso, haja um novo compromisso de prosseguir com coragem e determinação, uma solução pacífica através do diálogo e negociação entre as partes envolvidas, com o apoio unânime da comunidade internacional. Além disso, é um dever moral de todos os governos do mundo encorajar qualquer iniciativa para promover a assistência humanitária aos que sofrem por causa do conflito dentro e fora do país.

Senhor Presidente, na esperança de que essas reflexões possam constituir uma válida contribuição para o encontro, rezo para o êxito frutuoso dos trabalhos do G20. Invoco abundantes bênçãos sobre a cúpula que acontecerá em São Petersburgo, sobre todos os participantes, sobre todos cidadãos  dos Estados membros e sobre todas as atividades e compromissos da presidência russa do G20 em 2013.

Ao pedir-lhe que reze por mim, aproveito a oportunidade de expressar, Sr. Presidente, os meus maiores sentimentos de estima.

Vaticano, 4 setembro de 2013


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Audiência com Moran Baselios Marthoma Paulose II

Papa recebe líder da Igreja ortodoxa síria malankara



       O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira, dia 5, no Vaticano, Sua Santidade Moran Baselios Marthoma Paulose II, Catholicos da Igreja Ortodoxa Síria Malankara. No encontro, o Santo Padre recordou o caminho de diálogo entre ambas as religiões e destacou a necessidade de intensificar a oração para que se alcance uma fraternidade sempre maior.
       Francisco manifestou sua satisfação ao receber o líder da Igreja ortodoxa síria malankara, dizendo que a fraternidade apostólica que unia os primeiros discípulos no serviço ao Evangelho une ainda hoje as duas Igrejas. Ele recordou a fala do apóstolo Tomé, confessando sua fé em Cristo – “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28) – uma das profissões de fé em Cristo mais belas que foram transmitidas no Evangelho.
       “É justamente nessa fé que hoje nós nos encontramos; é esta fé que nos une, mesmo se ainda não podemos partilhar a mesa eucarística; e é esta fé que nos leva a continuar e a intensificar o empenho ecumênico, o encontro e o diálogo para a comunhão plena”, disse o Papa. O Santo Padre recordou ainda os encontros do Catholicos Mar Baselios Marthoma Mathews I com o então Papa João Paulo II, o primeiro em 1983 e depois em 1986. “Juntos, reconheceram sua fé comum em Cristo”, disse.
       A partir desses encontros, Francisco destacou que se iniciou um caminho concreto de diálogo, com a instituição de uma Comissão Mista, que levou ao Acordo de 1990, acordo que segue com seus trabalhos até hoje.
       “O Espírito Santo continue a nos iluminar e a nos guiar rumo à reconciliação e à harmonia, superando todas as causas de divisão e rivalidade que marcaram o nosso passado. Santidade, percorramos juntos este caminho olhando com confiança àquele dia no qual, com a ajuda de Deus, estaremos unidos no altar do sacrifício de Cristo, na plenitude da comunhão eucarística”, finalizou Francisco.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Discurso ao líder ortodoxo

Discurso do Papa ao líder da Igreja ortodoxa síria malankara



DISCURSO
Audiência com Sua Santidade Moran Baselios Marthoma Paulose II,
Catholicos do Oriente e líder da Igreja Ortodoxa Síria Malankara
Quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Boletim da Santa Sé


Santidade,
Queridos irmãos em Cristo,

É para mim uma alegria encontrar hoje Vossa Santidade e a distinta Delegação da Igreja ortodoxa síria malankara junto ao túmulo do Apóstolo Pedro. Na sua pessoa, saúdo uma Igreja nascida do testemunho que o Apóstolo Tomé deu ao Senhor Jesus até o martírio. A fraternidade apostólica que unia os primeiros discípulos no serviço do Evangelho une ainda hoje as nossas Igrejas, não obstante, no curso às vezes triste da história, surgiram as divisões, que, graças a Deus, estamos procurando superar em obediência à vontade e ao desejo do próprio Senhor (cfr Jo 17, 21).

“Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28) exclamou o Apóstolo Tomé, com uma das confissões de fé em Cristo mais belas que foram transmitidas nos Evangelhos, uma fé que proclama a divindade de Cristo, o seu senhorio sobre a nossa vida, a sua vitória sobre o pecado e sobre a morte com a Ressurreição. Um evento tão real que São Tomé é convidado a tocar os sinais concretos de Jesus Crucificado e Ressuscitado (cfr Jo 20, 27). É justamente nesta fé que hoje nós nos encontramos; é esta fé que nos une, mesmo se ainda não podemos partilhar a mesa eucarística; e é esta fé que nos leva a continuar e a intensificar o empenho ecumênico, o encontro e o diálogo para a comunhão plena. Com profundo afeto dou as boas vindas a Vossa Santidade e aos membros da Sua Delegação, e peço-lhe para levar a minha calorosa saudação aos bispos, ao clero e aos fiéis da Igreja ortodoxa síria malankara. Um pensamento particular dirijo à Comunidade que está visitando a Europa.

Há trinta anos, em junho de 1983, o Catholicos Moran Mar Baselios Marthoma Mathews I fez uma visita ao meu venerado Predecessor, o Papa João Paulo II e à Igreja de Roma. Juntos reconheceram a sua fé comum em Cristo. Em seguida, encontraram-se novamente em Kottayam, na Catedral de Mar Elias, em fevereiro de 1986, durante a visita pastoral do Papa à Índia. Em tal ocasião, Papa João Paulo afirmou: “Junto ao senhor desejo que as nossas Igrejas possam encontrar logo modos eficazes para resolver os urgentes problemas pastorais que se colocam diante de nós, e que possamos progredir juntos no amor fraterno e no nosso diálogo teológico, porque é através destes meios que se pode concretizar a reconciliação entre os cristãos e a reconciliação no mundo. Posso assegurar-lhe que a Igreja católica, com o compromisso assumido no Concílio Vaticano II, está pronta para participar plenamente deste esforço”. Daqueles encontros, iniciou-se um caminho concreto de diálogo com a instituição de uma Comissão Mista, que levou ao Acordo de 1990, no dia de Pentecostes; Comissão que continua o seu precioso trabalho e que nos levou a passos significativos sobre temas como o uso comum de locais de culto e de cemitérios, a mútua concessão de recursos espirituais e até mesmo litúrgicos em situações pastorais específicas, e sobre a necessidade de identificar novas formas de colaboração diante dos crescentes desafios sociais e religiosos.

Quis recordar algumas etapas destes 30 anos de progressiva aproximação entre nós, porque penso que no caminho ecumênico seja importante olhar com confiança aos passos cumpridos superando preconceitos e fechamentos, que fazem parte daquela “cultura do confronto”, que é fonte de divisão, e deixando espaço à “cultura do encontro”, que nos educa à compreensão recíproca e a trabalhar pela unidade. Sozinhos, porém, isto é impossível; as nossas fraquezas e pobreza tornam lento o caminho. Por isto é importante intensificar a oração, porque somente o Espírito Santo com a sua graça, com a sua luz, com o seu calor pode dissolver nossa frieza e guiar os nossos passos rumo a uma fraternidade sempre maior. Oração e empenho para fazer crescer as relações de amizade e colaboração nos diversos níveis, no clero, entre os fiéis das várias Igrejas nascidas do testemunho dado por São Tomé. O Espírito Santo continue a nos iluminar e a nos guiar rumo à reconciliação e à harmonia, superando todas as causas de divisão e rivalidade que marcaram o nosso passado. Santidade, percorramos juntos este caminho olhando com confiança para aquele dia em que, com a ajuda de Deus, estaremos unidos no altar do sacrifício de Cristo, na plenitude da comunhão eucarística.

Rezemos uns pelos outros invocando a proteção de São Pedro e de São Tomé sobre todo o rebanho que foi confiado ao nosso cuidado pastoral. Esses, que trabalharam juntos pelo Evangelho, intercedam por nós e nos acompanhem no caminho das nossas Igrejas.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Jesus na vida do cristão

Papa reflete sobre como Jesus se manifesta na vida do cristão



       “Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba.” Com esta citação de Santo Agostinho, Papa Francisco iniciou a homilia da Santa Missa celebrada nesta quinta-feira, dia 5, na Casa Santa Marta. O Papa refletiu sobre os modos com os quais Cristo se manifesta na vida de um cristão, comentando o trecho do Evangelho em que Jesus se mostra a Pedro, Tiago e João com o sinal da pesca milagrosa.
       Recordando este relato, o Papa explicou que, desconcertado, Pedro é confortado por Jesus, que promete fazer dele “pescador de homens”. Depois o convida a deixar tudo para segui-lo e lhe confia uma missão. Dessa forma, o Pontífice destacou que Deus se manifesta com três atitudes: através de uma promessa, de um pedido de generosidade e de uma missão a realizar.
       No caso dos Apóstolos, observou o Papa, o Senhor passou na vida deles com um milagre. Nem sempre é assim, contudo Ele está sempre presente. “Quando o Senhor vem na nossa vida, quando passa no nosso coração, sempre diz uma palavra e uma promessa: ‘Avante… com coragem, sem medo, porque fará isso!’. Ou seja, é um convite à missão, um convite a segui-Lo. Quando ouvimos esta promessa, é porque há algo na nossa vida que devemos corrigir, e o fazemos para segui-Lo mais de perto.”
       Porém, Francisco lembrou que Jesus não pede para largar tudo por um fim obscuro. Ao contrário, o objetivo é imediatamente declarado e é um objetivo dinâmico. “Jesus jamais diz ‘Siga-me!’, sem dizer a missão. Não! ‘Siga-me e farei isso. Siga-me por este motivo. Se quiser ser perfeito, deixe tudo e siga-me para ser perfeito’. Há sempre uma missão. Seguimos o caminho de Jesus para fazer algo, não é um show, mas para realizar uma missão.”
       O Santo Padre destacou então que promessa, pedido e missão não dizem respeito somente à vida ativa, mas também à oração. Não existe uma oração sem uma palavra de Jesus, não há oração em que Ele não inspire a fazer algo.
       “Uma verdadeira oração cristã é ouvir o Senhor com a sua palavra de conforto, de paz e de promessa. Isso não quer dizer que não existem tentações. Há muitas! Pedro pecou gravemente, renegando Jesus, mas depois o Senhor o perdoou. Tiago e João pecaram de carreirismo, querendo ir mais alto, mas o Senhor os perdoou.”


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vigília de Oração pela Síria: Adeptos em todo o mundo

Cresce em todo mundo adesão ao convite do Papa para a vigília



       Cresce a cada dia em todo o mundo, o número de pessoas que respondem ao apelo do Papa Francisco para o Dia de oração e jejum pela Síria, que será realizado neste sábado, dia 7. Inúmeras organizações e expoentes religiosos manifestam publicamente a sua participação. Congregações como o Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), a Obra Dom Orione, os Salesianos, Movimentos como a Renovação Carismática Católica (RCC), Pax Christi e Focolares já divulgaram comunicados aderindo à iniciativa.
       O Arcebispo metropolitano sírio-ortodoxo de “Jazirah e Eufrates”, Eustathius Matta Roham, afirmou que ele e toda a sua comunidade “aderem com convicção ao apelo do Papa”. Nas Filipinas, o Cardeal Luis Antonio Tagle convidou todos os párocos e os reitores de santuários da Arquidiocese de Manila a celebrarem a Santa Missa da manhã de sábado com a intenção especial pelo povo sírio, encorajando os fiéis a uma hora de Adoração Eucarística depois da Missa. Em todas as dioceses, estão sendo organizados encontros de oração e jejum pela paz.
       Na Coreia do Sul, o arcebispo de Seul, Dom Andrea Yeom Soo-jung,  informou que os fiéis irão participar do dia de jejum e oração. O arcebispo destacou que os peregrinos que participam do "mês dos mártires", festa litúrgica celebrada em setembro, foram convidados a rezar de modo especial pela Síria. "O meu coração se compadece principalmente das crianças, vítimas do conflito. O apelo do Papa Francisco é importantíssimo, um instrumento pela paz mundial", relata Dom Soo-jung.
       Na Índia, diversas personalidades e comunidades, cristãs ou não, estão confirmando a adesão ao dia de oração. Segundo o chefe do Departamento de Estudos Islâmicos de Jamia Millia Islâmia, Syed Razi Ahmad Kamal, o apelo do Papa deve ser acolhido por todos que anseiam pela paz. "Deus criou este mundo para os seres humanos habitarem, e não para que seja destruído", declara o professor.
       Em Assis, cidade que receberá o Papa em outubro, a Basílica inferior de São Francisco, nesta semana, permanecerá aberta até às 22h para permitir que os fiéis rezem sobre o túmulo do santo pela paz na Síria. No sábado, os frades realizarão uma vigília de oração em Santa Maria dos Anjos em comunhão com o Papa Francisco.


Fonte: Canção Nova Notícias
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Encontro na Jordânia

Encontro na Jordânia debate situação dos cristãos no Oriente Médio



       Começou nesta terça-feira, dia 3, na Jordânia um encontro entre representantes cristãos do Oriente Médio. Cerca de 70 líderes das Igrejas e comunidades cristãs se reúnem em Amã para discutir a situação do cristãos no território. A reunião foi convocada pelo príncipe Ghazi bin Mohammad, conselheiro do rei para assuntos culturais.
       No encontro, sessões de estudo vão aprofundar os acontecimentos no Egito, Síria, Líbano, Iraque, Palestina e Jordânia. O Cardeal Jean-Louis Tauran, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, confirmou sua participação no evento.
       Segundo texto divulgado pela organização do evento, o Oriente Médio é o berço do Cristianismo, mas os recentes acontecimentos colocaram as comunidades cristãs diante de grandes desafios que precisam ser enfrentados em conjunto.
       De acordo com o Arcebispo Maroun Lahham, vigário patriarcal para a Jordânia do Patriarcado de Jerusalém dos Latinos, é relevante o fato de que o encontro tenha sido idealizado pelo Rei Abdallah II, que se encontrou com Papa Francisco no mês de agosto. "A Família real da Jordânia quer recolher opiniões e informações para poder oferecer uma contribuição concreta na solução dos problemas que afetam a condição de vida de muitas comunidades cristãs do Oriente Médio", destacou.
       Participam do encontro em Amã, o Patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, o Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia, Yohanna X al-Yazigi, residente em Damasco e irmão do Metropolita de Aleppo Boulos al-Yazigi, sequestrado em abril passado por desconhecidos com o Metropolita sírio-ortodoxo de Aleppo Mar Gregorios Yohanna Ibrahim.


Fonte: Canção Nova Notícias
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Vigília de Oração pela Síria: Focolares se unem ao Papa

Focolares se unem ao Papa para pedir paz na Síria



       A presidente dos Focolares, Maria Voce, informou que  o Movimento irá aderir ao dia de oração e jejum pela paz na Síria, anunciado pelo Papa Francisco, para o próximo dia 7. Segundo o comunicado divulgado, o convite do Papa é para os Focolares "uma corrente comprometida com a paz que une todos os homens e mulheres de boa vontade”.
       A presidente agradece ao Papa por ter dado “voz aos corações de milhões de homens de todas as crenças e povos de todas as latitudes”. No comunicado, ela reafirma o compromisso de todos os membros dos Focolares em intensificarem seu compromisso pessoal de difundir e multiplicar gestos de paz.
       Ela recordou que todos os integrantes do movimento se recolhem em oração todos os dias ao meio dia, de todos os fusos horários, nos 194 países onde o Movimento está presente, “para que o Senhor faça de nós instrumentos de paz em todos os países”, conclui.
       Maria Voce, acompanhada pelo vice-presidente, Giancarlo Faletti, encontra-se na Jordânia, desde 29 de agosto,  para se reunir com as delegações do Movimento das várias nações do Oriente Médio e Norte da África.


Fonte: Canção Nova Notícias
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Vigília de Oração pela Síria: Unidos pela paz

Muçulmanos na Síria aceitam convite do Papa Francisco



       O líder muçulmano Ahmad Badreddin Hassou, anunciou que deseja ir ao Vaticano para a vigília de oração anunciada no último domingo, dia 01, pelo Papa Francisco. O dia de oração e jejum pelo povo sírio ocorrerá no próximo dia 7. O Mufti do islamismo sunita na Síria, diz ter sido profundamente tocado pelo apelo feito por Francisco em prol da paz na Síria.
       De acordo com a Agência Fides, o líder enviou uma carta ao  Núncio Apostólico em Damasco,  Dom. Mario Zenari, para  avaliar a possibilidade da visita ao Vaticano. Se não for possível realizar a viagem, por razões logísticas, o Mufti afirmou que irá reunir a comunidade de Damasco “para acolher o apelo do Papa, estendido a todas as religiões, e rezar pela paz na Síria”. Os muçulmanos serão convidados a rezar pela paz no dia 7 de setembro, simultaneamente com o Papa, nas mesquitas na capital e em todo o território nacional.
       O religioso afirmou que os sunitas reconhecem o Papa com um pai que se preocupa com o futuro do povo sírio. “Os muçulmanos da Síria veem o Papa como  um verdadeiro líder espiritual, livre de interesses políticos, individuais ou coletivos, como um líder que fala para o verdadeiro bem do povo sírio" destaca. Segundo a agência Fides, grupos muçulmanos locais, comunidades tribais, drusos, ismaelitas e os outros componentes da sociedade síria também irão se unir em oração no dia 7 de setembro.


Fonte: Canção Nova Notícias
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