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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Marcha pela Vida 2013

Marcha em Defesa da Vida e da Família



       A Comissão Diocesana em Defesa da Vida, Pastoral Familiar e Cáritas Diocesana convidam você e sua família para a

Marcha em Defesa da Vida e da Família


       “Deus quer mais ação das pessoas, que promovem e lutam pelo maior bem que temos, à VIDA. Estamos assistindo todos os dias uma avalanche de ataque às famílias aos verdadeiros valores que constroem uma sociedade justa e fraterna. A Marcha é uma caminhada que tem por finalidade mudar um estado de comodidade das pessoas. Eu tenho certeza que Deus vai fazer tudo para nos ajudar nesta luta. Porém a sua parte tem que ser demonstrada de maneira ativa”, convida Anderson Oliveira da Comissão Marcha pela Vida.
       Iniciando às 13h, a concentração da Marcha que acontecerá no dia 06 de outubro, será na Praça Afonso Pena no centro de São José dos Campos e contará com animação de banda cristãs, testemunhos, e muito mais.


Programação

Dia 06 de outubro (domingo)13h: Concentração na Praça Afonso Pena (Centro – São José dos Campos)13h30: Saída da caminhada em direção ao Parque da Cidade14h30: Início das atividades no Parque com shows, testemunhos e outras atrações18h: Encerramento


Fonte: Diocese de São José dos Campos - SP
http://diocesesjc.org.br/
Diocese de São José dos Campos

Paz: condição imprescindível para o desenvolvimento

"Paz é condição para desenvolvimento", diz representante da Santa Sé



       A paz é uma condição imprescindível para o desenvolvimento humano integral. Foi o que recordou nessa terça-feira, dia 1º, o representante da Santa Sé na ONU, Dom Dominique Mamberti. Ele participou da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, fazendo uma intervenção em parte centrada na tragédia da Síria.
       Sublinhando a importância do tema escolhido este ano – “Preparemos o terreno para o programa de desenvolvimento após 2015” – Dom Dominique observou que embora esteja próxima a data fixada pela ONU para que se alcançassem os “objetivos do Milênio”, estes estão longe de terem sido obtidos, nomeadamente no que diz respeito à consecução dos recursos necessários ao desenvolvimento.
       Após a crise de 2008, segundo ele lembrou, é mais do que nunca urgente envolver todos os Estados na definição de políticas econômicas internacionais para a promoção de finanças mais responsáveis e igualitárias. Até mesmo um novo sistema financeiro internacional reconhecido por todos os Estados seria insuficiente se não se confrontassem permanentemente os resultados com os objetivos fixados para melhorar as condições de vida de quem está em dificuldade.
       Em qualquer caso, o nó de fundo permanece o da paz, sem a qual não pode haver desenvolvimento, sublinhou o representante da Santa Sé. Para que isso seja alcançado, Dom Mamberti acredita ser necessário voltar aos princípios fundamentais sobre os quais a comunidade internacional se empenhou há 70 anos, a começar pela limitação do recurso às armas para a resolução dos conflitos.
       “É trágico constatar como ainda hoje os mecanismos predispostos pela ONU não têm permitido evitar graves conflitos civis ou regionais, nem proteger as populações, como demonstram os casos do Congo, da África Central e do Médio Oriente”, declarou.
       Referindo-se expressamente ao caso da Síria, o prelado reafirmou a viva preocupação da Santa Sé pela situação das comunidades cristãs e das outras minorias sírias. Embora reconhecendo o empenho das agências da ONU para proteger as populações civis, Dom Mamberti considerou que há muito tempo tem faltado aos Estados a coragem de tornar prioritário o empenho internacional para a resolução do conflito.
       “Uma solução pacífica e duradoura do conflito sírio criaria um significativo precedente para o século em curso e facilitaria a inclusão na Carta das Nações Unidas do princípio da “responsabilidade de proteger””, disse.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

"Não podemos dormir tranquilos"

"Não podemos dormir tranquilos": confira artigo do padre Joãozinho



No dia 17 de agosto, o Papa Francisco postou em sua conta verificada no twitter a frase: “Não podemos dormir tranquilos enquanto houver crianças que morrem de fome e idosos que não têm assistência médica.” Há um universo por trás deste grito breve e intenso de solidariedade. É a concretização da opção preferencial pelos pobres na figura de duas categorias extremas: crianças e idosos. 

Qual é a mãe ou pai que dorme tranquilo sabendo que seu filho de três anos está com 40º de febre? A Igreja é esta mãe que volta seu coração preferencialmente para os que estão doentes, fracos, debilitados, excluídos. Alguém me perguntou se o pobre não pode ser todo aquele que precisa de Deus. Neste caso até os ricos mais ricos seriam de certa forma pobres. Esta forma de colocar as coisas chega a ser cínica. O pobre sabe que é pobre e não optamos preferencialmente por ele somente porque é pobre. Não se trata de uma opção sociológica. É uma opção teológica. Isto significa que seguimos os passos de Jesus que “se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9), conforme recordou o Papa Bento XVI na abertura da Conferência de Aparecida, em 2007. 

A Igreja na América Latina tematizou de modo emblemático a “opção preferencial pelos pobres”, em 1979, na Conferência do Episcopado Latino-americano em Puebla. Mas, na verdade, a reflexão começara 10 anos antes, em 1968 na Conferência de Medellín que soou como um eco do Concílio Vaticano II (1962-1965). O capítulo 14 do documento final tratou da “Pobreza da Igreja”. Percebeu o título? É exatamente o que afirmou o Papa Francisco logo após sua eleição: “Como eu gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres”. Sua simplicidade e solidariedade com os pobres têm sido um testemunho que até quem não crê admira e vê. 

O Documento de Medellín abre seu capítulo 14 com a frase: “O Episcopado Latino-americano não pode ficar indiferente ante as tremendas injustiças sociais existentes na América Latina, que mantêm a maioria de nossos povos numa dolorosa pobreza, que em muitos casos chega a ser miséria desumana.” É nesta convicção que se apoia o Papa Francisco para dizer de modo atualizado que não podemos dormir tranquilos se um irmão está sofrendo. Em seguida, Medellín reconhece que não é possível que padres e bispos desfrutem até de coisas supérfluas se o povo passa fome. Pede-se que a Igreja seja pobre com os pobres. 

Medellín distinguiu três formas de pobreza. A pobreza material dos bens necessários à vida é um mal que rouba a dignidade da pessoa humana. Na bíblia esta situação é denunciada pelos profetas e vista como fruto da injustiça e do pecado humano. A segunda forma de pobreza é espiritual. Esta é a atitude de abertura e disponibilidade ao Senhor. É valorizada mas não se apegar aos bens deste mundo reconhecendo como valor supremo o Reino de Deus. A terceira acepção de pobreza é o compromisso assumido em favor dos pobres. É a solidariedade seguindo o exemplo de Cristo. Citando o Papa Paulo VI, o Documento de Medellín afirma: “A pobreza da Igreja e de seus membros na América Latina deve ser sinal e compromisso. Sinal do valor inestimável do pobre aos olhos de Deus; compromisso de solidariedade com os que sofrem”. Estas três acepções de pobreza evoluíram para o que ficou conhecido como “opção preferencial pelos pobres”, qual foi assimilada pela Igreja como parte importante de sua Doutrina Social. 

Como vemos, o Papa Francisco em suas frases claras e marcantes tem como fundamento o que está nos documentos da Igreja e que nem sempre lemos com toda a atenção. Quem dormir tranquilo sabendo que seu irmão passa fome, pague aluguel do nome de “cristão”.


Padre João Carlos Almeida, mais conhecido como Padre Joãozinho, scj, é sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, os Dehonianos. Doutor em Teologia e em Educação, já escreveu 35 livros com temas que vão de espiritualidade à teologia e formação de lideranças. Compositor inspirado, padre Joãozinho já produziu mais de trinta CDs. Atualmente reside em Taubaté-SP e é professor na Faculdade Dehoniana.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

Papa Francisco: Santidade na Igreja

"A Igreja santa acolhe também os pecadores", diz Papa na catequese



       Na Catequese desta quarta-feira, dia 2, Papa Francisco refletiu sobre a santidade da Igreja. O Santo Padre recordou que esta é uma característica presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, porque estes tinham a certeza de que é a ação de Deus, o Espírito Santo, que santifica a Igreja.
       O primeiro ponto explicado pelo Papa foi como a Igreja pode ser santa se é formada por homens pecadores. A resposta vem da reflexão de um trecho da Carta de São Paulo aos Efésios, em que o apóstolo afirma que Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela, para torná-la santa.
       “É santa (a Igreja) porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!”.
       E esta santidade da Igreja a faz acolher a todos, mesmo os pecadores, chamando todos a deixar-se envolver pela misericórdia de Deus. “Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre”.
       O Papa disse ainda que a Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho de santidade, que é o caminho do cristão, especialmente na Confissão e na Eucaristia. “Nós nos deixamos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma?”, questionou o Pontífice.
       Concluindo as reflexões, o Papa reforçou que os que se sentem pecadores, frágeis e indefesos não devem ter medo da santidade. Ele explicou, por fim, que a santidade não é fazer algo extraordinário, mas deixar Deus agir.
       “É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Catequese - 02/10/2013

Catequese com o Papa Francisco



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Boletim da Santa Sé


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No “Credo”, depois de ter professado “Creio na Igreja una”, acrescentamos o adjetivo “santa”; afirmamos, isto é, a santidade da Igreja e esta é uma característica que já esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, os quais se chamavam simplesmente “os santos” (cfr At 9, 13. 32. 41; Rm 8, 27; 1 Cor 6, 1), porque tinham a certeza de que a ação de Deus, o Espírito Santo que santifica a Igreja.

Mas em que sentido a Igreja é santa se vemos que a Igreja histórica, em seu caminho ao longo dos séculos, teve tantas dificuldades, problemas, momentos sombrios? Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores? Homens pecadores, mulheres pecadoras, sacerdotes pecadores, irmãs pecadoras, bispos pecadores, cardeais pecadores, Papa pecador? Todos. Como pode ser santa uma Igreja assim?

Para responder à pergunta gostaria de guiar-me por um trecho da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que “Cristo amou a Igreja e doou a si mesmo por ela, para torná-la santa” (5, 25-26). Cristo amou a Igreja, doando todo a si mesmo na cruz. E isto significa que a Igreja é santa porque procede de Deus que é santo, lhe é fiel e não a abandona em poder da morte e do mal (cfr Mt 16, 18). É santa por que Jesus Cristo, o Santo de Deus (cfr Mc 1, 24), está unido de forma indissolúvel a esta (cfr Mt 28, 20); é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma, renova. Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós a fazê-la santa: é Deus, é o Espírito Santo, que no seu amor, faz santa a Igreja!

2. Vocês poderiam dizer-me: mas a Igreja é formada por pecadores, vemos isso todos os dias. E isto é verdade: somos uma Igreja de pecadores; e nós pecadores somos chamados a deixar-nos transformar, renovar, santificar por Deus. Houve na história a tentação de alguns que afirmavam: a Igreja é somente a Igreja dos puros, daqueles que são totalmente coerentes e os outros seguem afastados. Isto não é verdade! Isto é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; não rejeita todos nós; não rejeita porque chama todos, acolhe-os, está aberta também aos mais distantes, chama todos a deixar-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de encontrá-Lo, de caminhar rumo à santidade. “Mas, padre, eu sou um pecador, tenho grandes pecados, como posso sentir-me parte da Igreja?”. Querido irmão, querida irmã, é propriamente isto que deseja o Senhor; que você lhe diga: “Senhor, estou aqui, com os meus pecados”. Alguém de vocês está aqui sem os próprios pecados? Alguém de vocês? Ninguém, nenhum de nós. Todos levamos conosco os nosso pecados. Mas o Senhor quer ouvir que lhe digamos: “Perdoa-me, ajuda-me a caminhar, transforma o meu coração!”. E o Senhor pode transformar o coração. Na Igreja, o Deus que encontramos não é um juiz implacável, mas é como o Pai da parábola evangélica. Você pode ser como o filho que deixou a casa, que tocou o fundo do distanciamento de Deus. Quando tens a força de dizer: quero voltar pra casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao seu encontro porque te espera sempre, Deus te espera sempre. Deus te abraça, te beija e faz festa. Assim é o Senhor, assim é a ternura do nosso Pai celeste. O Senhor nos quer parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para acolher todos, que não é a casa de poucos, mas a casa de todos, onde todos podem ser renovados, transformados, santificados pelo seu amor, os mais fortes e os mais frágeis, os pecadores, os indiferentes, aqueles que se sentem desencorajados e perdidos. A Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrer o caminho da santidade, que é o caminho do cristão: faz-nos encontrar Jesus Cristo nos Sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; comunica-nos a Palavra de Deus, faz-nos viver na caridade, no amor de Deus para com todos. Perguntemo-nos então: deixamo-nos santificar? Somos uma Igreja que chama e acolhe de braços abertos os pecadores, que dá coragem, esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma? Somos uma Igreja na qual se vive o amor de Deus, na qual se tem atenção para com o outro, na qual se reza uns pelos outros?

3. Uma última pergunta: o que posso fazer eu que me sinto indefeso, frágil, pecador? Deus te diz: não ter medo da santidade, não ter medo de sonhar alto, de deixar-se amar e purificar por Deus, não ter medo de deixar-se guiar pelo Espírito Santo. Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Todo cristão é chamado à santidade (cfr Const. Dogm. Lumen gentium, 39-42); e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas no deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da Sua graça, é ter confiança em Sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e no serviço ao próximo. Há uma célebre frase do escritor francês Léon Bloy; nos últimos momentos da sua vida dizia: “Há uma só tristeza na vida, aquela de não ser santos”. Não percamos a esperança na santidade, percorramos todos este caminho. Queremos ser santos? O Senhor espera todos nós, com os braços abertos; espera-nos para nos acompanhar neste caminho de santidade. Vivamos com alegria a nossa fé, deixemo-nos amar pelo Senhor… peçamos este dom a Deus na oração, por nós e pelos outros.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Ajuda ao México

Papa envia ajuda de 100 mil dólares às vítimas dos furacões no México



       O Santo Padre, após o desastre natural que se abateu sobre o México na semana passada com a passagem de dois furações, enviou uma ajuda no valor de 100 mil dólares à Igreja mexicana através do Pontifício Conselho “Cor Unum”. A informação foi publicada no site da Conferência Episcopal Mexicana. Os furacões causaram a morte de 151 pessoas, o desaparecimento de outras 65 e mais de 250 mil desabrigados.
       Na mensagem que acompanha a doação, o Santo Padre une-se a toda a Igreja mexicana no esforço de atender às necessidades das pessoas. O dinheiro enviado pelo Papa ajudará a comprar toneladas de alimentos, água, remédios, roupa e artigos de primeira necessidade para atender às emergências nestas primeiras semanas.
       A Igreja se soma aos trabalhos realizados pelos governos federal, estaduais e municipais por meio das Cáritas paroquiais, diocesanas e a nacional.
       A Cáritas da cidade de Victoria está recebendo alimentos, medicamentos e roupas, além de assessorar a população com transportes para pessoas que ainda estão em locais inundados, distribuindo alimentos, cobertores, roupas e medicamentos. A Caritas de Acapulco disponibilizou o Seminário do Bom Pastor, localizado na Costa Azul, para receber pessoas atingidas como centro de acolhida.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Outubro: Mês Missionário

Mês Missionário



Oração do Missionário

Tu me chamaste para ser missionário na tua igreja,
neste imenso Brasil, na tua comunidade que também é minha.

Tu me confiaste a missão de denunciar o pecado,
de testemunhar, com minha própria vida, os valores do Evangelho
para que "o Senhor me enviou para anunciar a boa nova aos pobres".

É difícil o teu chamado, Senhor, e grande a minha responsabilidade,
mas se me escolheste, confio na tua graças.

Caminharemos juntos, Senhor:
tu me apoiando e iluminando e eu me colocando á tua disposição,
da igreja e da Evangelização da missão, preparando-me
atualizando-me sempre para servir melhor o teu povo,
mães e crianças e jovens.

Fazer-me instrumento para que venha o teu de amor,
Esperança e paz, fraternidade e justiça.
Reino onde Deus será tudo em todos.


Fonte: Mundo Jovem
http://www.mundojovem.com.br/poesias-poemas/missionarios/oracao-do-missionario

Outubro: Santo do mês

São Francisco de Assis




Fonte (texto e imagem): Paróquia São Francisco de Assis - Arquidiocese de Maringá-PR

Outubro: Música do mês

"Alma Missionária"

Ziza Fernandes



Senhor, toma minha vida nova 
antes que a espera desgaste anos em mim.
Estou disposto ao que queiras, 
não importa o que seja, Tu chamas-me a servir.


Leva-me aonde os homens necessitem de Tua palavra,
Necessitem de força de viver
Onde falte a esperança, onde tudo seja triste 
simplesmente por não saber ti.


Te dou meu coração sincero,
Para gritar sem medo, formoso é teu amor,
Senhor, tenho alma missionária, 
conduza-me à terra que tenha sede de Ti.


Leva-me aonde os homens necessitem de Tua palavra,
Necessitem de força de viver
Onde falte a esperança, onde tudo seja triste 
simplesmente por não saber ti.


E, assim eu partirei cantando,
Por terras anunciando tua beleza,
Senhor terei meus braços sem cansaço,
Tua história em meus lábios e a força na oração.


Leva-me aonde os homens necessitem de Tua palavra,
Necessitem de força de viver
Onde falte a esperança, onde tudo seja triste 
simplesmente por não saber ti.

CNBB: Semana Nacional da Vida

Tem início a Semana Nacional da Vida



       Para a Igreja do Brasil, a primeira semana do mês de outubro é momento de celebrar e refletir sobre o valor da vida. Em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi instituída a Semana Nacional da Vida (SNV), a ser realizada de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. Neste período, os regionais da CNBB e dioceses de todo país desenvolvem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.
       Todos os anos, a SNV propõe um tema de estudo. Este ano, as reflexões ocorrem em torno do tema: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. As dioceses são convidadas a desenvolver atividades, com foco no direito à vida e à preservação da dignidade humana.
       De acordo com o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF),  dom João Carlos Petrini, a SNV “é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana” que, para o bispo, é “um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama”.
       Para colaborar com as atividades pelo Brasil, a CEPVF e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013, que este ano, em sua 3ª edição, tem como tema central: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. De acordo com o assessor da CEPVF, padre Rafael Fornasier, o tema “está na esteira das celebrações do Ano da Fé e da Semana Nacional da Família, cuja proposta se fundamenta na missão de toda Igreja visando a Nova Evangelização e a transmissão da fé em nossas famílias, comunidades e na sociedade, como aponta a nova Encíclica Lumen fidei (Luz da fé).”
       Muitas atividades ocorrem pelo Brasil durante a SNV. A arquidiocese de Olinda e Recife, por exemplo, promoverá, no dia 6 de outubro, a 7ª edição da Caminhada em Defesa da Vida. Evento que, em 2012, reuniu cerca de 170 mil pessoas na Avenida Boa Viagem, situada na Zona Sul do Recife. O ato unirá fiéis das 19 cidades que compõem a arquidiocese, além de participantes das nove dioceses locais. Dias de reflexão, Vigília de Oração pela Vida e Celebração pelo Dia do Nascituro são as atividades previstas para as 112 paróquias da arquidiocese.
       O Rio de Janeiro também prepara uma mobilização para o período. No próximo dia 5, será realizada a primeira edição da Caminhada em Defesa da Vida na cidade, com concentração às 9h, na Candelária, e em direção à Cinelândia. A caminhada, coordenada pelo movimento da Cidadania Pela Vida – Brasil sem Aborto, será finalizada com um Ato Público que terá a participação de artistas, autoridades e representantes de diversos seguimentos.
       O presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, dom Antônio Augusto Duarte, destacou que a marcha evidencia o compromisso da Igreja em defender, valorizar e promover a vida em todos os instantes da sua existência. “Será uma Marcha cheia de paz, alegria e oração pela vida”, afirmou.


Coleta de assinaturas
       Em carta enviada aos bispos e arcebispos do Brasil, dom João Carlos Petrini, pede para que atividades públicas, e também no âmbito da comunidade, sejam realizadas para coletar assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem a alteração da lei 12845/2013, que visa atendimento obrigatório a vítimas de violência sexual, mas que obriga também a administração da pílula do dia seguinte (pílula abortiva).
       “A vida é um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita, porque a vida humana é relação com o Mistério Infinito, Eterno e Criador que a quer e a ama. Trata-se de um dom inegociável tanto no mercado quanto nos Parlamentos”, afirmou o presidente da CEPVF.
       Logo após a SNV, no dia 8, acontece o Dia do Nascituro, data que celebra os direitos à proteção da vida e da saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio, do novo ser humano, a criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. Junto à SNV, o Dia do nascituro fecha o período que objetiva suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.


Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

CNBB: Evangelização dos jovens no Brasil

Comissão para a Juventude envia carta aos padres e responsáveis pela evangelização dos jovens no Brasil



       O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, enviou carta aos padres e responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil. No texto, o bispo deseja que o Dia Nacional da Juventude (DNJ), a ser celebrado no final deste mês missionário, atinja o maior número possível de adolescentes e jovens.

Confira o texto na íntegra:


Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Educá-los na missão, a sair, a pôr-se em marcha, a estar sempre nas ruas pela fé. Assim fez Jesus com seus discípulos: não os manteve apegados a Ele como a galinha aos pintinhos; os enviou. [...] Empurremos os jovens para que saiam.”
(Francisco, 27/07/2013)

Chegou, mais uma vez, o “Mês Missionário”. Já é tradição dedicarmos este mês à reflexão sobre esta dimensão que faz parte de nossa vida cristã. Nenhum cristão pode abrir mão de ser missionário, uma vez que esta realidade é intrínseca ao Batismo. Podemos atuar missionariamente de maneiras diferentes, mas todos acolhem o mesmo mandato de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).

Há tempo estou percebendo – e me alegrando! – que os conceitos “missão” e “missionário” vêm sendo acolhidos normalmente pelas novas gerações. “Ser missionário” ou “fazer missão” ou algo deste gênero, já não remete mais à ideia exclusiva dos louváveis missionários e missionárias, quase sempre sacerdotes e consagrados, que se deslocavam de terras estrangeiras para conviver e servir à evangelização em nosso país, principalmente nos lugares mais desafiadores. Hoje, com muita naturalidade, os jovens estão se apropriando destes termos e buscando formas novas de fazerem valer esta sua vocação batismal. Isto é maravilhoso! Saibamos valorizar esta realidade para que eles possam, ali onde vivem, testemunhar mais fortemente ao mundo a gratuidade do serviço em prol dos mais desfavorecidos, sofredores e esquecidos de nossa realidade.

Na JMJ Rio 2013 nossos jovens foram, de maneira intensa e celebrativa, provocados a entenderem e vivenciarem este chamado. Certamente voltaram para suas casas, comunidades, grupos, paróquias, escolas, animados em fazer valer o que o Papa Francisco soube tão bem motivar. E agora nos vem uma dúvida: o que eles estão encontrando em nossos ambientes? Não basta Jesus Cristo enviar estes seus jovens discípulos, nem o Papa motivá-los à missão se eles não forem colocados em situação de desenvolvimento deste mandato. Há muita energia de amor e serviço concentrada no coração e nos sonhos dos jovens, aguardando ocasiões propícias para sua propagação. A fala do Papa na Catedral do Rio foi muito direta aos adultos, evangelizadores e educadores da juventude: cabe a nós a responsabilidade de educar os jovens para a missão, empurrando-os às ruas para que sejam protagonistas de uma nova história, a partir da fé em Jesus Cristo e de sua vivência eclesial.

Como obedecer ao Sucessor de Pedro, concretizando isto que ele nos pede?  Estamos no fim do “Ano da Juventude” e do “Ano da Fé”. Esta bonita coincidência é, para nós brasileiros, provocação de Deus a um trabalho mais consistente e criativo para que os jovens, convictos e formados à luz da fé, se tornem profetas proativos na realidade sociocultural em que se encontram. Assim, não percamos o precioso momento das nossas Assembleias e Reuniões de avaliação e planejamento que acontecem normalmente agora, por exemplo, em nossas Paróquias, Dioceses, Regionais, Pastorais, Congregações Religiosas, Movimentos para operacionalizarmos algumas das propostas contempladas no Texto-base da Campanha da Fraternidade 2013 e, principalmente, nas 8 Linhas de Ação do Documento 85, “Evangelização da Juventude – Desafios e Perspectivas Pastorais”. Ali encontramos uma riqueza imensa de reflexões e sugestões que, acrescida a este contexto juvenil pelo qual estamos passando, proporcionarão novos tempos aos nossos jovens, às nossas comunidades, à sociedade.

As celebrações litúrgicas deste mês, embelezadas pela comemoração de grandes apóstolos, evangelistas, santos e santas se tornam, também, ocasião propícia para apresentar aos jovens, de maneira criativa, estes testemunhos missionários.  Santa Terezinha do Menino Jesus – Padroeira das Missões – aumente em nós a consciência missionária de nossa vida cristã! São Francisco de Assis – Protetor dos Desamparados – nos ajude a crescer na sensibilidade e nos gestos concretos de amor junto aos mais abandonados de nossos ambientes!

Nossa Senhora Aparecida – Mãe amada do Brasil – interceda pela nossa conversão pastoral a favor da cultura da acolhida às juventudes que estão ao nosso redor! Que o DNJ (Dia Nacional da Juventude) a ser celebrado no final deste mês missionário atinja o maior número possível de adolescentes e jovens que estão sob sua responsabilidade, para que neles sejam fortalecidos os nobres sonhos de Deus de vida plena para todo seu povo.

Com estima e orações,

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB


Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

CNBB: "Jovens Conectados"

Jovens Conectados fazem planejamento das atividades para 2014



       A equipe “Jovens Conectados”, formada por voluntários  responsáveis pelos canais de comunicação da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, se reuniu em Brasília (DF), entre os dias 27 e 29 de setembro. “Foi o momento de pensarmos a nossa atuação após a Jornada Mundial da Juventude (JMJ)”, explica o assessor da Comissão, padre Carlos Sávio Ribeiro .
       O presidente da Comissão, dom Eduardo Pinheiro, participou de boa parte do evento, durante o qual os participantes avaliaram a caminhada do grupo, especialmente na preparação e realização da Jornada. O grupo integra 25 jovens de todo o país, mas há um grande número de colaboradores que realizam o trabalho, comunicando-se por meio das redes sociais.
       Mas o plano agora é de expansão, sobretudo agora com o lançamento de uma rede nacional de comunicadores e representantes em cada diocese. O ponto de partida será o seminário que a Comissão para a Juventude promoverá no mês de dezembro próximo e que propõe a revitalização da pastoral juvenil no Brasil.
       “Neste seminário, vamos reunir representantes de todas as dioceses do país para avaliar a preparação e realização da JMJ, bem como  traçar os rumos para a evangelização da juventude”, explica padre Sávio. A equipe de comunicadores, dividida nos setores de rádio, televisão, marketing, jornalismo, redes sociais e tecnologia da informação, está comprometida a dar visibilidade e suporte a este planejamento. “O grupo dos Jovens Conectados é quem comunica, de forma estratégica e jovial, todas essas ações”.
       O carro-chefe do grupo é o site http://www.jovensconectados.org.br/. Porém, deve ser iniciado em breve um trabalho efetivo também na televisão. “Temos muitos jovens no Brasil que atuam nesta área e creio que podemos então produzir algo diferente e de qualidade. Ano que vem pretendemos avançar nessa iniciativa, com veiculação pelas TV’s católicas”, revela o assessor.
       Apesar do contato através das redes sociais, o grupo Jovens Conectados se encontra duas vezes por ano. Em 2014, no primeiro semestre, o desejo é reunir a equipe em alguma cidade da Amazônia, aproveitando para realizar uma breve missão nas comunidades. No segundo semestre, o grupo deverá se encontrar na região sul do país.


Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Papa Francisco: Intenções para outubro

Confira as intenções de oração do Papa para o mês de outubro



       Neste mês de outubro, que se inicia nesta terça-feira, dia 1º, o Papa Francisco traz como intenção geral uma oração pelos que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida. Francisco reza para que eles sintam a proximidade amorosa de Deus.
       Já a intenção de oração missionária é para que “a Jornada Missionária Mundial nos  anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus”.
      O Dia Mundial das Missões é celebrado sempre no penúltimo domingo de outubro, que neste ano será dia 20 de outubro. No Brasil, em especial, ao longo de todo o mês de outubro a Igreja recorda e celebra o aspecto missionário.
       Todos os anos, as intenções de oração do Papa para cada mês são confiadas ao Apostolado de Oração, e a iniciativa é seguida pelos fiéis em todo o mundo.


Fonte: Canção Nova Notícias
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Fé e fidelidade - por Dom Paulo Mendes

Fé e fidelidade: duas palavras que estão em crise de identidade



Estas duas palavras estão em crise de identidade. Passam por um processo de esvaziamento e perda de sentido. Fé é adesão firme em Deus, que é fiel. É um fato que supera toda nossa compreensão humana, mas não afeta a liberdade ao tomar decisão. Pelo contrário, livremente a pessoa age com atitude de fidelidade.

Fidelidade é a prática de quem é fiel ao que faz e tem compromisso sério no cumprimento do que assume e é confiável, é constante. Há um texto bíblico que diz que “o justo viverá por sua fidelidade” (Hab 2, 4). A infidelidade é descumprimento de um compromisso de fidelidade e ruptura com consequências desastrosas.

Fé e fidelidade são dons de Deus, mas também frutos de decisão consciente e responsável. Ambas fazem parte da estrutura natural das pessoas, mas precisam ser trabalhadas com sinceridade para que sejam um bem para a sociedade. A falta de fidelidade, em determinadas circunstâncias da vida, pode ser também ameaça à fé.

Não podemos agir apenas por fantasia, sem profundidade, despidos de responsabilidade. A fé e a fidelidade do outro depende do testemunho que lhe for proporcionado. Não ter uma fé como fundo de garantia, sem fidelidade, mas como firmeza na adesão aos princípios que contam e que nos levam à realização de vida com dignidade.

Toda pessoa deve estar a serviço do Reino de Deus. É um caminho de construção, que supõe desapego, desprendimento e atenção ao que é mais importante para o bem comum. Em vez de ser servido, a fé e a fidelidade, como condição de vida digna, fazem de nós servidores da comunidade com determinação e coragem.

Estamos numa mentalidade que busca compensação para tudo que se faz numa mentalidade totalmente calculista e muito marcada pelo materialismo, onde o ter passa a ser mais importante do que o ser. Para ser diferente, devemos ter dedicação total no servir, mas com o coração aberto e sem interesses puramente vazios. Não é saudável a ambição de poder, de aparecer e de compensação.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba-MG


Fonte: Canção Nova Notícias
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Traduções da Bíblia

Biblista explica por que a Bíblia tem diferentes traduções


Padre Giorgio Zevini
Biblista italiano

       Nessa segunda-feira, dia 30, celebrou-se o dia de São Jerônimo, que foi o primeiro tradutor da Bíblia para o latim. No Brasil, o mês de setembro é dedicado ao estudo da Sagrada Escritura, o livro mais traduzido do mundo. As traduções são diversas mesmo entre as Bíblias católicas.
       Padre Giorgio Zevini é biblista italiano e concedeu uma entrevista à equipe do Canção Nova Notícias sobre as traduções da Bíblia. Ele explica que, ao longo dos séculos, a Igreja sempre teve um modo de traduzir e interpretar a Bíblia, principalmente tendo em vista a necessidade de fazer o povo de Deus compreender Sua Palavra.
       Mas a Sagrada Escritura apresenta diferentes traduções, dependendo da religião. O sacerdote, que participou do Sínodo dos bispos sobre a Palavra de Deus em 2008, explica que isso acontece porque há dois modos de ler a Bíblia: considerando apenas os textos originais ou considerando também a contribuição da tradição da Igreja ao longo do tempo. No caso do catolicismo, explicou padre Giorgio, adota-se o segundo modo.
       "Enquanto a Igreja católica lê a Escritura na fé e valorizando também a tradição e o ensinamento do magistério ao longo dos séculos, o mundo protestante se concentra somente em ler o texto aplicado no sentido original escrito, valoriza muito a dimensão da fé descuidando, de certo modo, da dimensão da tradição do magistério da Igreja”.
       Para além desse aspecto, padre Giorgio diz que não há muita diferença entre as traduções. E para saber identificar uma Bíblia católica, o sacerdote diz que basta procurar o imprimato, que é uma aprovação eclesiástica que a Igreja católica coloca em suas traduções.
       “Com este (imprimato) podemos estar seguros de que respeitam não somente a tradução dos textos originais, mas nos fazem ver também através das notas que estão nas bíblias, nos fazem ver o caminho que a Igreja fez, a interpretação que deu a estes textos e, então, o enriquecimento espiritual e o conteúdo que há nestes textos da Bíblia”.


Fonte: Canção Nova Notícias
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Papa Francisco: Questionamentos sobre a fé

Confira trechos da conversa do Papa com jornalista italiano



       “O Papa: assim vou mudar a Igreja”. É a manchete de primeira página do jornal italiano “La Repubblica” nas bancas nesta terça-feira, dia 1º. A matéria relata o diálogo ocorrido na última terça-feira, 24 de setembro, no Vaticano, entre o fundador do jornal, Eugenio Scalfari e o Papa Francisco após a troca de cartas entre os dois, centralizadas em temas como fé, o papel da Igreja no mundo e o diálogo e pontos de contato entre crentes e não-crentes, questões que retornam neste encontro.
       “O nosso objetivo não é fazer proselitismo, uma solene bobagem, que não faz sentido, mas ouvir as necessidades, os desejos e decepções, os desesperos e esperanças”. Essas foram algumas das palavras do Papa Francisco na conversa com o jornalista Scalfari. Ele reafirmou que o ideal de uma Igreja missionária e pobre – encarnado por São Francisco 800 anos atrás – permanece válido ainda hoje, mais do que nunca.
       “Pobres entre os pobres. Precisamos incluir os excluídos e pregar a paz”, disse o Papa. Por isso, explicou, o Concílio Vaticano II decidiu abrir-se à cultura moderna, o que significava – como os Padres conciliares sabiam – ecumenismo religioso e diálogo com os não-crentes. Mas depois disso, Francisco disse que foi feito muito pouco nessa direção. “Eu tenho a humildade e a ambição de querer fazer isso”, concluiu o encontro com esta frase.
       Antes de concluir o encontro, o Papa analisou ainda outros temas levantados pelas perguntas do jornalista sobre a ideia de “bem” e de “mal”, sobre a autonomia da consciência, sobre o amor pelo próximo, pelo bem comum, ofuscado pelo narcisismo, um “tipo de problema mental”, que “atinge mais as pessoas que têm muito poder”. Também os líderes da Igreja, admitiu o Papa, foram narcisos, lisonjeados e excitados por seus cortesões  “A corte é a lepra do papado”.
       “Não a Cúria como um todo – esclarece o Papa Francisco – mas a que pretende administrar os serviços que fazem à Santa Sé e que tem uma falha: ser Vaticano-cêntrica, ou seja, cuidar dos interesses, ainda em grande parte temporais do Vaticano, negligenciando o mundo que nos rodeia. Eu não compartilho dessa visão eu vou fazer de tudo para mudá-la, porque a Igreja deve voltar a ser uma comunidade do povo de Deus, pois os presbíteros, os sacerdotes, os bispos estão ao serviço do povo de Deus”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
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Santa Missa com o Papa Francisco

Papa concelebra com cardeais consultores: que o trabalho nos faça mais pacientes



       Papa Francisco celebrou a Santa Missa nesta terça-feira, dia 1º, na Casa Santa com os purpurados do Conselho de Cardeais que se reúnem com o Papa no Vaticano de hoje, dia 1º, até 3 de outubro. Na homilia, o Pontífice desejou que estas reuniões possam torná-los mais humildes e confiantes em Deus, a fim de que a Igreja possa dar um belo testemunho ao povo.
       Francisco desenvolveu sua homilia a partir do Evangelho do dia, que narra a repreensão de Jesus aos apóstolos que queriam que descesse fogo do céu para aqueles que não O aceitassem. O Papa destacou então que o caminho do cristão não é um caminho de vingança, mas sim de humildade e brandura. E a força que leva a estas atitudes é o amor.
       “Propriamente no amor, na caridade, na consciência de que estamos nas mãos do Pai. Quando se sente isso, não vem o desejo de descer fogo do céu, vem outro espírito, aquele da caridade que tudo sofre, tudo perdoa, que não se vangloria, que é humilde, que não procura a si mesmo”.
       O Papa recordou então o que já dizia o Papa Emérito Bento XVI, que a Igreja não cresce por proselitismo, mas sim por atração, por testemunho. E quando o povo vê este testemunho de humildade, tem a vontade de seguir adiante com Cristo, com a Igreja.
       “É simples a caridade: adorar a Deus e servir aos outros! E este testemunho faz crescer a Igreja”, disse o Papa, recordando o exemplo de humildade e caridade de Santa Teresa do Menino Jesus, celebrada pela Igreja hoje. Na conclusão da homilia, o Papa disse algumas palavras sobre as reuniões que se iniciam hoje no Vaticano com o conselho de cardeais formado por ele para ajudá-lo no governo da Igreja. Os cardeais concelebraram a Missa de hoje com ele.
       “Peçamos ao Senhor que o nosso trabalho de hoje nos faça todos mais humildes, mais brandos, mais pacientes, mais confiantes em Deus, para que a Igreja possa dar um belo testemunho ao povo que, vendo o Povo de Deus, vendo a Igreja, sinta a necessidade de vir conosco!”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
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