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terça-feira, 7 de julho de 2015

Vocação: chamado de Deus

Salve Maria Santíssima !!!

Queridos jovens de Cristo, não fujam do chamado de Nosso Senhor.
Dê o seu "SIM" à Ele que te chama sem cessar.

Venha conhecer o nosso Instituto:

> Servos da Divina Misericórdia - SDM (Padres e Irmãos Religiosos)

> Servas da Mãe da Divina Misericórdia - SMDM (Irmãs Religiosas)

http://www.familiadivinamisericordia.com.br/


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Papa Francisco: Viver a Eucaristia

Na catequese, Papa fala da relação da Eucaristia com a vida


Papa destacou necessidade de participar da Santa Missa, da Eucaristia
e se recordar dos irmãos mais necessitados.
-Foto: reprodução CTV

Jéssica Marçal
Da Redação

       Como se vive a Eucaristia? A resposta a esta pergunta foi o tema abordado pelo Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, dia 12, na Praça São Pedro. O Santo Padre falou da necessidade de participar da Eucaristia tendo atenção para com os mais necessitados, vendo neles a face de Cristo.
       Na semana passada, Francisco já havia falado da Eucaristia, que estabelece a comunhão entre o homem e Cristo. Hoje, o Papa falou de três sinais que indicam se o sacramento é bem vivido ou não pelos fiéis.
       O primeiro sinal é a consideração pelos outros. Francisco lembrou que toda a vida de Cristo foi um ato de partilha, por amor ao ser humano. Ele questionou, a partir desse exemplo, como é a atitude dos cristãos na Missa. “Agora nós, quando participamos da Missa, encontramos com homens e mulheres de todo tipo, mas a Eucaristia que celebro leva-me a senti-los todos como irmãos e irmãs? Impele-me a andar rumo aos pobres, marginalizados? Ajuda-me a reconhecer neles a face de Jesus?”.
       Como exemplo, o Papa citou algumas situações sociais de dificuldade em Roma, como o sofrimento com a chuva, com a falta de emprego. Ele questionou se os fiéis se preocupam realmente com essas pessoas ou se na Missa a preocupação é só em reparar na roupa das pessoas, como acontece muitas vezes.
       O segundo indício de uma boa vivência da Eucaristia é a graça de sentir-se perdoado e pronto a perdoar. “Quem celebra a Eucaristia não o faz porque quer parecer melhor que os outros, mas porque se reconhece sempre necessitado de ser acolhido pela misericórdia de Deus feita carne em Jesus Cristo. Devemos ir à Missa humildemente, como pecadores”, disse.
       O Pontífice falou, por fim, da relação entre a celebração eucarística e a vida das comunidades cristãs. Ele ressaltou a necessidade de ter sempre em mente que a Eucaristia não é uma comemoração humana do que Cristo fez, mas é uma ação do próprio Cristo. “É um dom de Cristo que se torna presente e nos acolhe para nutrir-nos”, disse o Papa, enfatizando a necessidade de coerência entre a liturgia e a vida.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Catequese - 12/02/2014

Catequese com o Papa Francisco



CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Na última catequese, destaquei como a Eucaristia nos introduz na comunhão real com Jesus e o seu mistério. Agora podemos nos colocar algumas perguntas sobre a relação entre a Eucaristia que celebramos e a nossa vida, como Igreja e como cristãos individualmente. Como vivemos a Eucaristia? Quando vamos à Missa aos domingos, como a vivemos? É somente um momento de festa, é uma tradição consolidada, é uma ocasião para se encontrar ou para sentir-se bem, ou é algo a mais?

Há alguns sinais muito concretos para entender como vivemos tudo isso, como vivemos a Eucaristia; sinais que nos dizem se nós vivemos bem a Eucaristia ou não a vivemos tão bem. O primeiro indício é o nosso modo de olhar e considerar os outros. Na Eucaristia, Cristo realiza sempre novamente o dom de si que fez na Cruz. Toda a sua vida é um ato de total partilha de si por amor; por isso Ele amava estar com os discípulos e com as pessoas que tinha oportunidade de conhecer. Isto significava para Ele partilhar os desejos deles, os seus problemas, aquilo que agitava as suas almas e suas vidas. Agora nós, quando participamos da Santa Missa, encontramo-nos com homens e mulheres de todo tipo: jovens, idosos, crianças, pobres e ricos; originários do lugar ou de fora; acompanhados por familiares ou sozinhos… Mas a Eucaristia que celebro leva-me a senti-los todos, realmente, como irmãos e irmãs? Faz crescer em mim a capacidade de alegrar com quem se alegra, de chorar com quem chora? Impele-me a seguir rumo aos pobres, aos doentes, aos marginalizados? Ajuda-me a reconhecer neles a face de Jesus? Todos nós vamos à Missa porque amamos Jesus e queremos partilhar, na Eucaristia, a sua paixão e a sua ressurreição. Mas amamos, como quer Jesus, aqueles irmãos e irmãs mais necessitados? Por exemplo, em Roma, nestes dias vimos tantos problemas sociais ou pela chuva que fez tantos danos a bairros inteiros, ou pela falta de trabalho, consequência da crise econômica em todo o mundo. Pergunto-me, e cada um de nós se pergunte: eu que vou à Missa, como vivo isto? Preocupo-me de ajudar, de aproximar-me, de rezar por aqueles que têm este problema? Ou sou um pouco indiferente? Ou talvez me preocupo de fofocar: viu como está vestida aquela, ou como está vestido aquele? Às vezes se faz isso, depois da Missa, e não se deve fazer! Devemos nos preocupar com os nossos irmãos e irmãs que têm necessidade por causa de uma doença, de um problema. Hoje, fará bem a nós pensar nestes nossos irmãos e irmãs que têm este problema aqui em Roma: problemas pela tragédia provocada pela chuva e problemas sociais e de trabalho. Peçamos a Jesus, que recebemos na Eucaristia, que nos ajude a ajudá-los.

Um segundo indício, muito importante, é a graça de sentir-se perdoados e prontos a perdoar. Às vezes alguém pergunta: “Por que se deveria ir à igreja, visto que quem participa habitualmente da Santa Missa é pecador como os outros?”. Quantas vezes ouvimos isso! Na realidade, quem celebra a Eucaristia não o faz porque se acredita ou quer parecer melhor que os outros, mas propriamente porque se reconhece sempre necessitado de ser acolhido e regenerado pela misericórdia de Deus, feita carne em Jesus Cristo. Se algum de nós não se sente necessitado da misericórdia de Deus, não se sente pecador, é melhor que não vá à Missa! Nós vamos à Missa porque somos pecadores e queremos receber o perdão de Deus, participar da redenção de Jesus, do seu perdão. Aquele “Confesso” que dizemos no início não é “pro forma”, é um verdadeiro ato de penitência!  Eu sou pecador e o confesso, assim começa a Missa! Não devemos nunca esquecer que a Última Ceia de Jesus aconteceu “na noite em que foi traído” (1 Cor 11, 23). Naquele pão e naquele vinho que oferecemos e em torno do qual nos reunimos se renova toda vez o dom do corpo e do sangue de Cristo para a remissão dos nossos pecados. Devemos ir à Missa humildemente, como pecadores e o Senhor nos reconcilia.

Um último indício precioso nos vem oferecido pela relação entre a celebração eucarística e a vida das nossas comunidades cristãs. É necessário sempre ter em mente que a Eucaristia não é algo que fazemos nós; não é uma comemoração nossa daquilo que Jesus disse e fez. Não. É propriamente uma ação de Cristo! É Cristo que age ali, no altar. É um dom de Cristo, que se torna presente e nos acolhe em torno de si, para nutrir-nos da sua Palavra e da sua vida. Isto significa que a missão e a identidade própria da Igreja surge dali, da Eucaristia, e ali sempre toma forma. Uma celebração pode ser também impecável do ponto de vista exterior, belíssima, mas se não nos conduz ao encontro com Jesus Cristo arrisca não levar alimento algum ao nosso coração e à nossa vida. Através da Eucaristia, em vez disso, Cristo quer entrar na nossa existência e permeá-la pela sua graça, de forma que em toda comunidade cristã haja coerência entre liturgia e vida.

O coração se enche de confiança e esperança pensando nas palavras de Jesus reportadas no Evangelho: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 54). Vivamos a Eucaristia com espírito de fé, de oração, de perdão, de penitência, de alegria comunitária, de preocupação pelos necessitados e pelas necessidades de tantos irmãos e irmãs, na certeza de que o Senhor cumprirá aquilo que nos prometeu: a vida eterna. Assim seja!


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Bento XVI: Um ano da renúncia

Via Twitter, Papa Francisco pede orações por Bento XVI


Após ser eleito Papa, Francisco encontrou-se com Bento XVI.-Foto: L’Osservatore Romano

Da Redação

       No dia em que se recorda a renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco pediu orações por seu predecessor. “Hoje, convido-vos a rezar juntos comigo por Sua Santidade Bento XVI, um homem de grande coragem e humildade”, escreveu Francisco em sua conta no Twitter.
       Há exatamente um ano, a Igreja e o mundo presenciavam um fato histórico: a renúncia de um Papa. Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciava o fim de seu ministério petrino.
       “Depois de ter examinado, repetidamente, a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”, disse Bento XVI explicando o motivo de sua decisão.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Papa Francisco: Angelus - 19/01/2014

Angelus com o Papa Francisco



ANGELUS
Praça São Pedro, Vaticano
Domingo, 19 de janeiro de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Liliane Borges

Caros irmãos e irmãs, bom dia !

Com a Festa do Batismo do Senhor,  celebrada no domingo passado,  entramos no tempo litúrgico chamado “comum”. Neste segundo domingo,  o Evangelho nos  apresenta a cena do encontro entre Jesus e João Batista no rio Jordão. Quem conta é  testemunha ocular, João Evangelista, que antes de ser um discípulo de Jesus foi um discípulo de João Batista, juntamente com o seu irmão Tiago,  com Simão e André, todos da Galileia, todos pescadores. O Batista vê Jesus  avançar por entre a multidão e,  inspirado pelo alto, reconhece nele o mensageiro de Deus, e por isso o indica com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele  que tira o pecado do mundo!” (Jo 1,29)

O verbo que é traduzido como “tirar” significa literalmente “levantar”, “tomar para si”. Jesus veio ao mundo com uma missão específica: libertar da escravidão do pecado, carregando os  pecados da humanidade. De que maneira? Amando. Não há outra maneira de vencer o mal e o pecado, se não for com o amor que leva ao dom da própria vida aos outros. No testemunho de João Batista, Jesus tem os traços do Servo do Senhor, que “tomou sobre si os nossos sofrimentos, tomou sobre si as nossas dores” (Is 53,4), para morrer na cruz. Ele é o verdadeiro cordeiro pascal, que está imerso no rio do nosso pecado, para nos purificar.

O Batista vê diante de si um homem que entra na fila com os pecadores para ser batizado, mesmo não tendo necessidade. Um homem que Deus enviou ao mundo como um cordeiro imolado. No Novo Testamento, a palavra “cordeiro” é usada várias vezes e sempre em referência a Jesus. Essa imagem do cordeiro pode surpreender, de fato, um animal que não se caracteriza pela força e robustez , carrega sobre seus ombros um peso opressivo. A enorme massa do mal é removida e levada por uma criatura fraca e frágil, um símbolo de obediência, docilidade e amor indefeso, que chega ao sacrifício de si mesmo. O cordeiro não é um dominador, mas é dócil, não é agressivo, mas pacífico, não mostra as garras ou dentes em face a qualquer ataque, mas suporta e é submisso. E assim é Jesus! Assim é Jesus, como um cordeiro.

O que significa para a Igreja, para nós, hoje,  sermos discípulos de Jesus, o Cordeiro de Deus? Significa colocar no lugar da malícia a inocência, no lugar da força o amor, no lugar do orgulho a humildade, no lugar do prestígio o serviço. É um bom trabalho! Nós cristãos, devemos fazer isso: colocar no lugar de malícia a inocência, no lugar da força o amor,  no lugar do orgulho a humildade, no lugar do prestígio o serviço. Ser um discípulo do Cordeiro significa não viver como uma “cidade cercada”, mas como uma cidade edificada sobre um monte, aberta,  acolhedora, solidária. Isso significa não assumir uma atitude de fechamento, mas levar o Evangelho a todos, testemunhando com a nossa vida, que seguir Jesus nos  faz mais livres e mais alegres.


Após o Angelus

Caros irmãos e irmãs,

Hoje celebramos o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sobre o tema “Os migrantes e refugiados: em busca de um mundo melhor”, que desenvolvi em minha Mensagem enviada há algum tempo. Dirijo uma saudação especial aos representantes das diferentes comunidades étnicas aqui reunidos, em particular a comunidade católica de  Roma.
Queridos amigos, vocês estão perto do coração da Igreja, porque a Igreja é um povo que caminha em direção ao Reino de Deus, que Jesus Cristo trouxe para o nosso meio. Não percam a esperança de um mundo melhor! Desejo que vocês vivam em paz nos países que os acolhe, mantendo os valores de sua cultura de origem. Eu gostaria de agradecer a todos aqueles que trabalham com os migrantes para os acolher e os acompanhar em seus momentos difíceis, para defender daqueles que o Beato Scalabrini definia de “traficantes de carne humana”, que querem escravizar os migrantes! Em particular, gostaria de agradecer à Congregação dos Missionários de São Carlos, os padres e irmãs scalabrinianos que fazem muito bem para a Igreja e se fazem migrantes com os migrantes.

Neste momento pensemos em tantos migrantes, tantos refugiados, em seu sofrimento, em suas vidas, muitas vezes sem um emprego, sem documentos, tanta dor. E juntos todos nós podemos fazer uma oração para os migrantes e refugiados que vivem situações graves e difíceis :  Ave Maria …

Saúdo com afeto todos vós, queridos fiéis provenientes de diferentes paróquias da Itália e de outros países, bem como associações e vários grupos. Em particular, saúdo os peregrinos espanhóis de  Pontevedra, La Coruña, Murcia e estudantes de Badajoz. Saúdo aos alunos da Obra de Dom Orione, a Associação de Leigos Amor Misericordioso e o coral “São Francisco” de Montelupone.

A todos desejo um bom domingo e um bom almoço. Até breve !


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Centralidade do cristão

"Cristãos não podem ceder à tentação do mundo", destaca Papa



Da Redação, com Rádio Vaticano

       O dom de ser filho de Deus não pode ser “vendido” como a ideia de algo “normal”, a qual nos induz a nos esquecermos da Sua Palavra e a vivermos como se o Senhor não existisse. Essa é a reflexão proposta pelo Papa Francisco,  na Santa Missa na última sexta-feira, dia 17, na Casa Santa Marta.
       Francisco referiu-se à tentação de querer ser “normal” quando, em vez disso, se é filho de Deus. Trata-se, em essência, de querer ignorar a Palavra do Senhor e seguir a palavra da própria vontade, escolhendo, de certo modo, “vender” esse dom de ser filho d’Ele para imergir-se em uma “uniformidade mundana”.
       “A normalidade da vida exige do cristão fidelidade à sua eleição e não pode ser vendida para seguir rumo a uma uniformidade mundana. Esta é a tentação do povo e também a nossa. Tantas vezes esquecemos a Palavra de Deus e adotamos aquela da moda, não é? Também aquela da novela, que é da moda, é mais divertida!”.
       O Santo Padre reconheceu que o cristão deve ser normal como qualquer pessoa, mas há valores que este não pode adotar para si. É preciso pautar-se pela Palavra de Deus, resistindo à tentação de se considerar vítima de um certo “complexo de inferioridade, de não se sentir uma ‘povo normal’”. Essa tentação, segundo o Papa, endurece o coração e impossibilita a entrada da Palavra de Deus.
       Francisco concluiu a homilia exortando todos a pedirem a graça de superar o egoísmo de querer fazer as coisas segundo a própria vontade. “O Senhor nos dê a graça de um coração aberto para receber a Palavra de Deus e meditá-la sempre. E, dali, adotar o verdadeiro caminho”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Oração pelas Vocações

"A vocação brota do coração de Deus", diz Papa em mensagem


Papa enfatiza que a vocação exige uma saída de si mesmo. -Foto: Arquivo

Jéssica Marçal
Da Redação

       O Vaticano publicou na última quinta-feira, dia 16, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado em 11 de maio de 2014. A data tem como tema “As vocações, testemunho da verdade”.
       O Santo Padre destaca que toda vocação exige um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Independente do âmbito da vida, é preciso, segundo o Papa, superar os próprios pensamentos e modos de agir que não estejam em conformidade com a vontade de Deus. “Não devemos ter medo. Deus nunca nos abandona”, diz.
       Dirigindo-se àqueles que estão dispostos a colocar-se à escuta da voz de Cristo, Francisco os convidou a ouvirem e seguirem Jesus, deixando-se transformar interiormente por Suas palavras. “Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno”.
       O Papa reconhece que para seguir neste caminho muitas vezes é preciso ir contra a corrente, enfrentando obstáculos, dificuldades que poderiam criar desânimo. Mas ele enfatiza que a verdadeira alegria dos chamados está em crer e experimentar que Deus é fiel. “Com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes”.
       Na conclusão da mensagem, o Papa pede que bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs orientem a pastoral vocacional nesse sentido, acompanhando os jovens em percursos de santidade. “Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja ‘boa terra’ a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto”.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Mensagem do Papa Francisco

Mensagem do Papa para Dia Mundial de Oração pelas Vocações



MENSAGEM
Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Boletim da Santa Sé

Em 11 de maio de 2014, IV Domingo da Páscoa, celebra-se o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações com o tema: “As vocações, testemunho da verdade”.

Publicada a seguir a mensagem que o Papa Francisco envia pela ocasião aos bispos, sacerdotes, consagrados e fiéis leigos de todo o mundo:


Vocações, testemunho da verdade

Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (…). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.

2. Muitas vezes rezámos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adoptada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo – «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Baptismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de Maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projecto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.

3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?

4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cómodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direcção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).

Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há-de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Janeiro de 2014

FRANCISCO


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano novo

Feliz 2014



A equipe Jovem em Ação deseja um feliz a santo ano novo a você e à toda sua família.
Continue conosco em 2014, pois tu és muito importante para nós.

Deus te abençoe em 2014

3 anos

Festa: 31 de dezembro de 2013



Hoje é um dia muito especial para o Jovem em Ação. Comemoramos o nosso 3º aniversário. Três anos de fé, oração e de evangelização. Nosso agradecimentos:

> à Santíssima Trindade (Pai e Filho e Espírito Santo), fundador dessa obra
> à Nossa Senhora e a todos os Santos e Santas de Deus, intercessores
> e a você, que nos acompanha, pois você também faz parte dessa história.

Muito obrigado e que Deus vos abençoe!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Papa Francisco: Agenda dos próximos dias

Confira as celebrações com o Papa Francisco no último dia de 2013



Da Redação

       O Ano Novo se aproxima e, no Vaticano, fiéis se preparam para as celebrações com o Papa Francisco nesse último dia de 2013 e nos primeiros dias de 2014.
       Nesta terça-feira, dia 31, véspera de Ano Novo e solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o Pontífice preside as primeiras vésperas e o Te Deum em agradecimento pelo ano passado. A solenidade será na Basílica Vaticana às 17h (horário local, 14h em Brasília).
       Já na quarta-feira, dia 1º, o Santo Padre preside a Santa Missa na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz. A celebração será na Capela Papal da Basílica Vaticana às 10h (horário local, 7h em Brasília). Em seguida, às 12h (horário local, 9h em Brasília), ele reza a oração mariana do Angelus.
       No primeiro domingo do ano, dia 5 de janeiro, Francisco reza o Angelus, como de costume, na Praça São Pedro. Na segunda-feira, 6, Solenidade da Epifania do Senhor, ele celebra a Santa Missa na Capela Papal da Basílica Vaticana às 10h (horário local, 7h em Brasília) e reza o Angelus às 12h na Praça São Pedro.
       E na quarta-feira, dia 8, o Santo Padre realiza a primeira catequese de 2014, com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

"Peregrinação da confiança"

Jovens europeus se reúnem para "peregrinação da confiança"



Da Redação, com Comunidade Taizé

       Mais de 20 mil jovens de toda a Europa e também de outros continentes chegarão até este sábado, 28 de dezembro, a Estrasburgo, nordeste da França, para a 36ª etapa da "peregrinação da confiança" promovida pela Comunidade de Taizé. Entre eles estarão mais de 4.500 poloneses, 2.600 ucranianos, 1.400 italianos, 1.200 croatas e 1.000 bielorussos.
       Junto aos jovens da alsácia e da região alemã de Ortenau – que os acolherão – serão, ao todo, cerca de 30 mil jovens "buscando a comunhão visível de todos aqueles que amam Cristo".
       "Aqueles que no mundo inteiro amam Cristo formam uma grande comunidade de amizade. Têm uma contribuição a oferecer para curar as feridas da humanidade: sem querer impor-se, podem favorecer uma globalização da solidariedade que não exclua nenhum povo, nenhuma pessoa”, disse o prior de Taizé Frei Alois.
       Líderes religiosos e civis enviaram mensagens para o encontro de jovens em Estrasburgo. Confira:

> Do Papa Francisco:
Roma guarda com alegria a memória do vosso Encontro Europeu no ano passado e, em particular, da bela oração que reuniu com o Papa Bento XVI milhares de jovens na Praça São Pedro. O Papa conta convosco para que, através da vossa fé e do vosso testemunho, o espírito de paz e de reconciliação do Evangelho irradie entre os vossos contemporâneos.

> Do Secretário-geral da Federação Mundial Luterana, Pastor Martin Junge:
Que alegre encontro: porque ao caminhar e dialogar, ao rezar e cantar juntos ao longo dos próximos dias, caminham juntos rumo a uma nova solidariedade. Desejamos-vos, no espírito de caminhada juntos rumo a um mundo mais justo e pacífico, um abençoado Encontro Europeu em Estrasburgo.

> Do Secretário-geral das Nações Unidas, Sr. Ban Ki Moon:
A tecnologia globalizou as comunicações. Agora, temos que globalizar a compaixão e a cidadania. Num mundo cada vez mais ligado, temos que ser mais unidos. Com os nossos destinos cada vez mais entrelaçados, o nosso futuro tem de assistir a uma cooperação sempre mais profunda e mais ampla. É essa a lógica global dos nossos tempos. Conto com a vossa ajuda para avançar nos objetivos comuns da paz, desenvolvimento e direitos humanos.

> Do Presidente do Conselho Europeu, Sr. Herman van Rompuy:
Ultrapassar as separações, reconciliar todos os cristãos numa só Igreja: este é o tema do vosso encontro de este ano. Tema que, visto na sua acepção mais global, é o da unidade na diversidade; diria mesmo o da unidade pela e graças à diversidade. Um tema de que a União Europeia fez a sua divisa, porque se encontra no coração da construção e do desenvolvimento do projeto europeu.


Fonte: Canção Nova Notícias
Capa CN Notícias

Festa da Sagrada Família

No último Angelus do ano, Papa reza pelas famílias


"Que Maria e José guiem as famílias em sua missão", pediu Papa antes da oração mariana.
-Foto: Arquivo/Reprodução CTV

Jéssica Marçal
Da Redação

       No Angelus deste domingo, dia 29, último do ano, Papa Francisco refletiu sobre as famílias, tendo em vista a festa da Sagrada Família. Ele se concentrou em especial sobre a situação dos refugiados, que sofrem com a falta de acolhimento e respeito.
       Francisco lembrou que José e Maria experimentaram o sofrimento dos refugiados, marcado por medo, em sua fuga para o Egito, como mostra o Evangelho do dia. E ainda hoje muitas famílias sofrem com essa mesma problemática. “Quase todo dia a televisão e os jornais dão notícia de refugiados que fogem da fome, da guerra, de outros perigos, em busca de segurança e de uma vida digna para si e para suas famílias”.
       O Santo Padre ressaltou que nem sempre os refugiados encontram verdadeiro acolhimento e respeito, deparando suas expectativas com dificuldades que às vezes parecem insuperáveis. Ele convidou, então, todos a voltarem o olhar para a família de Nazaré e pensar nos migrantes e refugiados que são vítimas de rejeição, do tráfico de pessoas e do trabalho escravo.
       E o fato de Deus ter pertencido a uma família que experimentou o exílio reflete, segundo o Pontífice, o desejo de Deus de que ninguém se sinta excluído de Sua proximidade amorosa. Ele completou dizendo que a fuga da Sagrada Família para o Egito mostra que Deus está presente lá onde há perigo, onde o homem experimenta o que é o abandono.
       Francisco falou, por fim, de três palavras que são termos-chave para a vida em família: com licença, obrigado e desculpe. Ele já havia citado os termos durante o encontro com as famílias em peregrinação a Roma por ocasião do Ano da Fé em outubro deste ano. Para ele, um sinal que indica como anda a vida em família é também o modo como ela trata as crianças e os idosos.
       “Recordemos estas três palavras. Gostaria também de encorajar as famílias a tomar consciência da importância que têm na Igreja e na sociedade. O anúncio do Evangelho passa antes de tudo pela família para depois atingir os diversos âmbitos da vida cotidiana”. Encerrando suas reflexões, o Papa pediu que Maria e José guiem cada família do mundo para que possam cumprir com serenidade a missão que Deus lhes confiou.
       Após a oração mariana, Francisco recordou que o próximo sínodo discutirá sobre a família. “Por isto hoje, festa da Sagrada Família, desejo confiar à Sagrada Família este trabalho sinodal, rezando pelas famílias de todo o mundo”. Em seguida, ele fez uma oração pelas famílias.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Oração pelas famílias

Oração do Papa Francisco pelas famílias



Oração à Sagrada Família composta e recitada pelo Papa Francisco
Praça de São Pedro, Vaticano
Domingo, 29 de dezembro de 2013

Rádio Vaticano


Jesus, Maria e José,
em vós contemplamos
o esplendor do amor verdadeiro,
a vós, com confiança nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
jamais nas famílias se faça experiência
de violência, fechamento e divisão:
qualquer um ferido ou escandalizado
tenha logo consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
o próximo Sínodo dos Bispos
possa trazer novamente a todos a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, ouvi nossa súplica, Amém!


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Angelus - 29/12/2013

Angelus com o Papa Francisco



ANGELUS
Festa da Sagrada Família
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 29 de dezembro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste primeiro domingo depois do Natal, a Liturgia nos convida a celebrar a festa da Sagrada Família de Nazaré. De fato, todo presépio mostra Jesus junto com Nossa Senhora e São José, na gruta de Belém. Deus quis nascer em uma família humana, quis ter uma mãe e um pai, como nós.

E hoje o Evangelho nos apresenta a Sagrada Família no caminho doloroso do exílio, em busca de refúgio no Egito. José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática dos refugiados, marcada por medo, incertezas, necessidades (Mt 2, 13-15. 19-23). Infelizmente, nos nossos dias, milhões de famílias podem reconhecer-se nesta triste realidade. Quase todos os dias a televisão e os jornais dão notícias de refugiados que fogem da fome, da guerra, de outros perigos graves, em busca de segurança e de uma vida digna para si e para as próprias famílias.

Em terras distantes, mesmo quando encontram trabalho, nem sempre os refugiados e os imigrantes encontram acolhimento verdadeiro, respeito, apreço pelos valores de que são portadores. As suas legítimas expectativas se confrontam com situações complexas e dificuldades que parecem às vezes insuperáveis. Por isso, enquanto fixamos o olhar na Sagrada Família de Nazaré no momento em que foi forçada a fazer-se refugiada, pensemos no drama de quantos migrantes e refugiados que são vítimas de rejeição e da escravidão, que são vítimas do tráfico de pessoas e do trabalho escravo. Mas pensemos também nos outros “exilados”: eu os chamarei de “exilados escondidos”, aqueles exilados que podem existir dentro das próprias famílias: os idosos, por exemplo, que às vezes são tratados como presenças incômodas. Muitas vezes penso que um sinal para saber como vai uma família é ver como são tratados nessa as crianças e os idosos.

Jesus quis pertencer a uma família que experimentou estas dificuldades para que ninguém se sinta excluído da proximidade amorosa de Deus. A fuga ao Egito por causa das ameaças de Herodes nos mostra que Deus está lá onde o homem está em perigo, lá onde o homem sofre, lá onde é fugitivo, onde experimenta a rejeição e o abandono; mas Deus está também lá onde o homem sonha, espera voltar à pátria na liberdade, projeta e escolhe pela vida e dignidade sua e dos seus familiares.

Este nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco. Recordemos as três palavras-chave para viver em paz e alegria em família: com licença, obrigado, desculpa. Quando em uma família não se é invasor e se pede “com licença”, quando em uma família não se é egoísta e se aprende a dizer “obrigado” e quando em uma família um percebe que fez algo ruim e sabe pedir “desculpa”, naquela família há paz e alegria. Recordemos estas três palavras. Mas podemos repeti-las todos juntos: com licença, obrigado, desculpa. (Todos: com licença, obrigado, desculpa!). Gostaria também de encorajar as famílias a tomar consciência da importância que têm na Igreja e na sociedade. O anúncio do Evangelho, de fato, passa antes de tudo pelas famílias, para depois alcançar os diversos âmbitos da vida cotidiana.

Invoquemos com fervor Maria Santíssima, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, e São José, seu esposo. Peçamos a eles para iluminar, confortar, guiar cada família do mundo, para que possa cumprir com dignidade e serenidade a missão que Deus lhes confiou.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Almoço dos Papas

Bento XVI e Francisco almoçam juntos na Casa Santa Marta



Da redação, com Agência Ecclesia

       O Papa Francisco e o Papa emérito Bento XVI almoçaram juntos na última sexta-feira, dia 27, na casa Santa Marta, no Vaticano. O convite para o almoço foi feito pelo Papa Francisco ao seu predecessor quando o visitou para o cumprimentar por ocasião das festas do Natal na tarde da última segunda-feira, dia 23.
       No almoço dos Papas participaram também os respectivos secretários, além do secretário para as Relações com os Estados, o arcebispo Dominique Mamberti, e do monsenhor Bryan Wells, assessor para os assuntos gerais da Secretaria de Estado.
       O Papa emérito regressou ao Vaticano a 2 de maio, após ter renunciado ao pontificado, para residir num edifício que acolhia um mosteiro de clausura. Joseph Ratzinger continua acompanhado pelas quatro leigas consagradas que o serviram durante o pontificado e pelo seu secretário particular, dom Georg Gänswein, o atual prefeito da Casa Pontifícia.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

Papa Francisco: Mais seguidores no Twitter

Twitter do Papa supera a marca de 11 milhões de seguidores



Da Redação, com Rádio Vaticano

       Na última sexta-feira, dia 27, o twitter oficial do Papa Francisco ultrapassou a marca de 11 milhões de seguidores. Neste mesmo dia, ele já usou o microblog para deixar uma mensagem aos fiéis: “A alegria do Evangelho esteja sempre nos vossos corações, especialmente neste tempo de Natal”.
       A conta do Papa na rede social está disponível em nove idiomas. São 4.415.526 seguidores da conta em espanhol, 3.441.090 em inglês, 1.388.536 em italiano, 909.450 em português, 224.069 em francês, 195.523 em latim, 163.179 em alemão, 158.764 em polonês e 103.920 em árabe.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Papa Francisco: Benção Urbi et Orbi

Em mensagem de Natal, Papa Francisco reza pela paz


Papa Francisco durante benção Urbi et Orbi. -Foto: CTV

Jéssica Marçal
Da Redação

       Na última quarta-feira, dia 25, Natal do Senhor, Papa Francisco dirigiu-se ao Balcão Central da Basílica Vaticana para a tradicional bênção “Urbi et Orbi”. Na mensagem de Natal que antecedeu a bênção, o Santo Padre pediu paz na Síria, na República Centro-Africana, na Terra Santa, além de recordar problemas como o tráfico de seres humanos e as calamidades naturais.
       O Papa recordou que a verdadeira paz não é um equilíbrio entre coisas contrárias, mas um compromisso de todos os dias, que se leva adiante a partir do dom de Deus. Ele dirige o pensamento, então para as indefesas vítimas da violência em conflitos.
       “Vendo o Menino no presépio, Menino de Paz, pensemos nas crianças que são as vítimas mais frágeis das guerras, mas pensemos também nos idosos, nas mulheres maltratadas, nos doentes. As guerras dilaceram e ferem tantas vidas, muitas dilacerou nos últimos tempos, como o conflito da Síria, fomentando ódio e vingança. Continuemos a rezar a Deus para que Ele poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio e as partes em conflito ponham fim a toda violência”.
       O Santo Padre destacou também a força da oração e expressou sua felicidade em saber que membros de outras confissões religiosas partilharam esta oração pela paz na Síria. “Nunca percamos a coragem da oração”, disse.
       A República Centro-Africana também está no coração do Papa, o qual lembra que esta é uma região tantas vezes esquecida pelos homens, mas nunca esquecida por Deus. Ainda com relação à África, o Santo Padre reza pelo Sudão do Sul e pela Nigéria, dilacerada por contínuos ataques que não poupam inocentes e indefesos.
       Quanto ao Oriente Médio, o Papa pede a conversão do coração dos violentos e um final feliz para as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Ele também pede cura das chagas do Iraque, que sofre frequentemente por atentados.
       Francisco também reza pelos que são perseguidos por causa de sua fé em Cristo e pelos refugiados, para que encontrem acolhimento e ajuda. Ele recorda, nesse ponto, as tragédias que aconteceram, este ano, em Lampedusa, uma ilha italiana. O Papa fez um apelo para que elas não mais se repitam. Quanto às calamidades naturais, Francisco lembra-se do povo filipino, atingido brutalmente por um tufão nesse segundo semestre do ano.
       “Neste mundo, nesta humanidade, hoje nasceu o Salvador, que é o Cristo Senhor. Detenhamo-nos diante do Menino de Belém, deixemos que o nosso coração se comova, não tenhamos medo disso, porque precisamos que o nosso coração se comova. (…) Deixemo-nos abrasar pela ternura de Deus, porque precisamos de Suas carícias. As carícias de Deus não nos ferem, mas nos dão paz e força.” Após a mensagem, Francisco concedeu a todos a bênção Urbi et Orbi. O Santo Padre encerrou desejando a todos os seus votos de um Feliz Natal.


Fonte: Canção Nova Notícias - Papa Francisco
Canção Nova