Ministros elogiam esquema de segurança da JMJ Rio2013
Os ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliaram como exitoso o esquema de segurança da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) e que o país está preparado para grandes eventos. Cardozo disse que, do ponto de vista da segurança, a jornada foi diferenciada de outros grandes eventos.
Sobre a segurança, o ministro disse que a visita do Papa Francisco ao Brasil sofreu mudanças de última hora em virtude da vontade do Santo Padre em tirar as barreiras físicas para ficar mais próximo dos fiéis. Segundo Cardozo, uma semana antes do início da JMJ Rio2013, o Governo Brasileiro foi informado de que o Papa não iria usar o papamóvel blindado, como era previsto.
Papa Francisco acabou alternando, durante os deslocamentos, entre o papamóvel e um carro comum. "O que antes era para ser um carro blindado passou a ser um veículo com janela aberta, o que implicou um grande esforço da segurança", complementou o ministro, observando que a quebra no protocolo também foi uma novidade para os seguranças do Papa. "As paradas foram decididas pelo Papa onde ele julgasse oportuno, inclusive parando onde não estava previsto", finalizou.
Reforço Policial
De acordo com o Governo, no total, foram acionados 6.008 agentes das polícias Rodoviária, Federal e da Força Nacional de Segurança. Foram utilizadas 685 viaturas, cinco helicópteros, duas lanchas, botes flexíveis e jet-skis. No total, 9.787 ônibus foram vistoriados, o que equivale a quase metade de toda a frota legalizada no país. Desses, 3 mil foram notificados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). "A média anual de fiscalizações é 6 mil ônibus e nós fiscalizamos muitos mais para a realização deste evento", frisou o ministro. Até o final da jornada, não foi registrada mortes.
O ministro elogiou a atuação das polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros e disse que considerou a postura da Polícia Militar na contenção dos protestos "dentro dos protocolos internacionais de dissuasão". "Não conheço nenhuma polícia que não use bomba de efeito moral para tentar dissuadir [manifestantes]", disse.
Já o ministro da Defesa, Celso Amorim, informou que 13.723 homens das Forças Armadas apoiaram na segurança. Eles atuaram em áreas específicas, como a defesa das fronteiras terrestre, aérea e marítima; áreas estratégicas como a Usina de Angra dos Reis; e a defesa contra ameaças químicas, radiológicas e nucleares. Amorim ressaltou que a preocupação era que ficasse uma bela memória do evento. "Conseguimos garantir a segurança sem constrangimentos", disse.
Os ministros consideraram que a atuação coordenada de diferentes forças de segurança foi o grande legado do evento. "Muita gente disse que não ia dar certo porque ia ter atritos entres as forças, mas o que houve foi um espírito de total coordenação", frisou Amorim.
Fonte: Site oficial da JMJ Rio2013

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