Símbolos da Jornada chegam à Quinta da Boa Vista e surpreendem a população
“Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer. Como é grande o meu amor por você”. Quem passou pela Quinta da Boa Vista no último domingo, dia 7, além de se deparar com um emocionante momento de evangelização ao som da bela canção de Roberto Carlos, que desta vez representava o amor de Deus, surpreendeu-se com a presença da Cruz Peregrina e do ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude.
O secretário executivo do setor pré-Jornada, Raphael Fritz, declarou que o lema de todo o trabalho é “envolver a todos”: “Foi esta a intenção de toda a peregrinação: chegar a lugares que não estivessem ligados à religião. Queremos lugares que tenham pessoas. Sejam elas católicas ou não. Importante é que os símbolos estivessem em lugares inesperados, onde não imaginavam que iriam chegar. A razão é fazer com que os símbolos sejam tocados por aqueles que precisam, que necessitam dessa força, dessa paixão que é a Jornada Mundial da Juventude”.
A intenção da visita da Cruz e do ícone à Quinta da Boa Vista foi surpreender os cariocas, segundo a jornalista responsável pela peregrinação, Rita Vasconcelos. “Quisemos atingir tudo. Turismo, cultura, lazer, etc. Não haverá só missas e vigílias, mas também momentos como esse. Quem veio para se divertir acaba se deparando com os símbolos que vieram de Roma para cá”.
O evento contou com o apoio voluntário do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. O pelotão, formado exclusivamente por católicos, ajudou na desobstrução das vias para a passagem dos símbolos e na proteção. “Além de amor a nação, é um trabalho de amor à Igreja”, afirmou o sargento Alexander Lopes Martins.
Ao final do evento, os militares foram agraciados com o convite de retirar a Cruz de seu suporte e entregá-la aos jovens para a pequena “procissão” de despedida na Quinta da Boa Vista, como agradecimento pela colaboração. “O convite que nos foi feito de tirar a Cruz e entregá-la para os jovens foi de grande importância, aceitamos com todo o prazer. Já fizemos a escolta do Papa João Paulo II em 1997 e estaremos aí para o Papa Francisco!”, declarou Martins.
Emoção dos participantes
A emoção de tocar os símbolos foi ressaltada pelos participantes: “Eu senti a presença muito forte de Cristo na Cruz. Foi um encontro com Ele e com Nossa Senhora. Os jovens precisam muito disso!”, disse a professora e voluntária Waneska Ferreira.
A alegria de se sentir participante da Jornada, no entanto, não envolveu apenas a nova geração. “Achei tudo muito bonito. Adorei! Hoje o jovem está muito diferente, mas a fé continua importante. Acho que os símbolos fazem essa diferença. Dão a esperança de um futuro melhor”, afirmou a dona de casa Cecília Melo, de 87 anos.
Após a peregrinação na Quinta da Boa Vista, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora rumaram para o Mosteiro de Nossa Senhora da Ajuda. A programação do dia se encerrou com uma Missa na Basílica de Nossa Senhora de Lourdes.

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